Executivos da OAS querem Cardozo e Graça como testemunhas
Os advogados de defesa dos executivos da empreiteira OAS presos durante a Operação Lava Jato, que investiga um escândalo de corrupção em contratos da Petrobras, arrolaram como testemunhas o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a ex-presidente da estatal, Graça Foster; esta é a primeira vez em que Cardozo e Graça são incluídos no rol de testemunhas de defesa de réus da Lava Jato
247 - Os advogados de defesa dos executivos da empreiteira OAS presos durante a Operação Lava Jato, que investiga um escândalo de corrupção em contratos da Petrobras, arrolaram como testemunhas o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a ex-presidente da estatal, Graça Foster. Esta é a primeira vez em que Cardozo e Graça são incluídos no rol de testemunhas de defesa de réus da Lava Jato.
A solicitação para inclusão de Cardozo e Graça Foster foi apresentada na última ação penal contra 27 investigados, dentre eles o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o tesoureiro do PT João Vaccari Neto, e não traz nenhuma justificativa para a convocação.
Em fevereiro deste ano, Cardozo reuniu-se com representantes da construtora Odebrecht, que também é investigada pela Lava Jato. O encontro, que aconteceu fora da agenda oficial do ministro levantou polêmica quanto a uma possível interferência do Planalto acerca das investigações.
Agora, os pedidos de inclusão no rol de testemunhas será analisado pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo caso, que poderá deferir ou não a solicitação dos defensores dos executivos da OAS.
A ação penal em que Graça Foster e o ministro da Justiça podem figurar com testemunhas diz respeito a desvios de recursos que teriam acontecido durante a realização das licitações e das obras das refinarias Getúlio Vargas (PR) e Paulínia (SP), além do Gasoduto Pilar - Ipojuca (que liga Alagoas a Pernambuco) e do duto de Urucu Coari, localizado no Amazonas.