Exército completa 7 dias de atuação no Ceará

Em Fortaleza, 1,4 mil militares tentam manter as delegacias em funcionamento; com greve da Polcia Civil, no h pessoal suficiente para registrar ocorrncias e receber presos; 23 escrives federais chegam cidade para dar apoio ao Exrcito

Exército completa 7 dias de atuação no Ceará
Exército completa 7 dias de atuação no Ceará (Foto: JARBAS OLIVEIRA/AGÊNCIA ESTADO)
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Diego Iraheta _247 - O Exército completa nesta sexta-feira, 6, uma semana de atuação nas ruas de Fortaleza como anteparo à greve na segurança pública do Ceará. São 1,4 mil militares que tentam manter em funcionamento as delegacias da capital cearense, com expediente suspenso depois de decretada a greve dos policiais civis. A categoria cruzou os braços aproveitando a força demonstrada pela paralisação de policiais militares e bombeiros para conseguir aumento salarial.

Na prática, o Exército tenta evitar que criminosos presos por policiais militares sejam soltos – por falta de pessoal para o registro de ocorrências nas DPs. A ação nas delegacias está recebendo também um reforço de 23 escrivães federais. São servidores vinculados ao Ministério da Justiça que passam a despachar temporariamente de Fortaleza, com o intuito de evitar problemas burocráticos na prisão de bandidos e atendimento de queixas.

A sensação de segurança voltou às ruas, na opinião de comerciantes em pânico com os arrastões no início da semana. “O pessoal estava bem nervoso na terça-feira”, relata a vendedora Evani Pereira, 35, que trabalha no Shopping Iguatemi, na Avenida Washington Soares. O horário de funcionamento desse centro de lazer já foi normalizado, após ter fechado mais cedo por causa da onda de criminalidade.

Para Evani, a greve da polícia civil tem um impacto mais brando no dia a dia da população. “Na realidade, o que poderia afetar a nossa segurança é a [presença da] PM, que fica diretamente nas ruas. Como eles saíram da greve, a gente se sente mais seguro”, conta.

O procurador-geral da Justiça do Ceará, Fernando Oliveira, recebe nesta sexta-feira, 6, representantes da Polícia Civil do Estado para discutir as reivindicações da corporação. Conforme o 247 noticiou, os policiais civis exigem aumento compatível com a exigência de nível superior para a carreira.

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