Fachin diz que Brasil está perto do "abismo" e que eleições de 2022 "podem ser comprometidas"

Ministro do STF e vice-presidente do TSE, Edson Fachin, afirmou que existe uma “escalada autoritária” no Brasil que oferece riscos à realização das eleições presidenciais de 2022. “O futuro está sendo contaminado de despotismo e lamentavelmente nos aproximamos de um abismo”, disse

Ministro Edson Fachin
Ministro Edson Fachin (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, afirmou que existe uma “escalada autoritária” no Brasil que oferece riscos à realização das eleições presidenciais de 2022. “As eleições presidenciais de 2022 podem ser comprometidas se não se houver consenso em torna das instituições democráticas” disse Fachin nesta segunda-feira (17). “O futuro está sendo contaminado de despotismo e lamentavelmente nos aproximamos de um abismo”, completou. 

Para Fachin, existe uma espécie de “cavalo de Troia que ameaça a democracia brasileira. “Os sintomas desse cavalo de Troia ameaçam o Brasil democrático constituído em 1988”, disse durante sua participação em um evento promovido pelo Instituto Paranaense de Direito.

“Está na contramão da história a escalada de autoritarismo hoje presente no Brasil”, ressaltou. Segundo ele, as ameaças ficam claras quando um político eleito ataca opositores qualificando-os de criminosos, além de espalhar fake news e fomentar a violência. Para o ministro, “respeitar os protocolos institucionais é o melhor para a saúde da democracia.”

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247