Feriado da Independência é marcado por atos contra Bolsonaro em todo o país

O "Grito dos Excluídos" foi engrossado por estudantes que se somaram às manifestações contra Bolsonaro e em defesa da Amazõnia, da educação e da democracia,. Atos foram registrados em todos os estados levando milhares às ruas

247 - O Dia da Independência foi marcado por atos e protestos em todos os estados do país desde a manhã deste sábado (7). O tradicional "Grito dos excluídos", foi engrossado por estudantes que tomaram as ruas contra os cortes na educação e o desmatamento na Amazônia. De acordo com entidades do movimento social, foram realizados atos em pelo menos 162 cidades em todo o Brasil. 

Em sua 25ª edição, o Grito dos Excluídos tem, este ano, o lema “Este sistema não vale! Lutamos por Justiça, Direitos e Liberdade”. O protesto é contra a insustentabilidade do modelo econômico capitalista, o desemprego, a desigualdade, o desmonte de políticas públicas, além da luta contra a reforma da Previdência, reforçada pelas centrais sindicais, que se somaram às manifestações. Segundo a Central dos Movimentos Populares (CMP), 132 cidades participaram dos atos.

Em São Paulo, centenas de pessoas participam de manifestação na avenida Paulista. Também aconteceram protestos em Campinas, Rio Claro, Mogi das Cruzes, São José do Rio Preto e Sorocaba.

No Recife, Pernambuco, estudantes usaram lápis como 'arma' durante manifestação pelas ruas da capital. Já em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, índios da tribo Truká de Cabrobó, entidades sindicais movimentos sociais, quilombolas, trabalhadores rurais e praticantes de diversas religiões participaram de ato em defesa da democracia, da Educação e disseram não à intolerância.

Em Belo Horizonte, os manifestantes se vestiram de preto e relembraram as queimadas que devastam a Amazônia. A tragédia provocada pela Vale em Mariana e Brumadinho também foi lembrada pelos manifestantes.

O desfile do Dia da Independência na Avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro foi marcado por protestos em defesa da preservação da Floresta Amazônica. Estavam presentes sindicatos, movimentos estudantis e organizações sociais. 

A menos de 3 quilômetros do desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios onde estava Bolsonaro, em Brasília, manifestantes e representantes de grupos ligados à Igreja Católica e a movimentos sociais ocuparam o estacionamento da Torre de TV. 

Os manifestantes pediam a saída do presidente da República, Jair Bolsonaro, mais investimento público e não privatização das empresas públicas. O grupo também entoou gritos de proteção à Amazônia.

Em Belém, no Pará, manifestantes protestam na avenida Nazaré empunhando faixas e cartazes pedindo a saída de Bolsonaro e protestando contra as queimada.

Com informações de agências.

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