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FHC não registrou filho de Mirian Dutra, mostra documento

Uma certidão de nascimento obtida pelo jornal O Dia mostra que o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) nunca constou no registro de Tomás Dutra Schmidt, filho da jornalista Miriam Dutra Schmidt, com quem o tucano manteve uma relação amorosa; FHC havia dito que, em 2009, atestara a paternidade do filho em um cartório de Madri, na Espanha

Uma certidão de nascimento obtida pelo jornal O Dia mostra que o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) nunca constou no registro de Tomás Dutra Schmidt, filho da jornalista Miriam Dutra Schmidt, com quem o tucano manteve uma relação amorosa; FHC havia dito que, em 2009, atestara a paternidade do filho em um cartório de Madri, na Espanha (Foto: Leonardo Lucena)

247 - Uma certidão de nascimento obtida pelo jornal O Dia mostra que o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) nunca constou no registro de Tomás Dutra Schmidt, filho da jornalista Miriam Dutra Schmidt, com quem o tucano manteve uma relação amorosa. FHC havia dito que, em 2009, atestara a paternidade do filho em um cartório de Madri. Mas este suposto reconhecimento não foi incluído na certidão de nascimento do rapaz — ele foi registrado, em 1991, no 1º Ofício de Brasília.

O reconhecimento tardio da paternidade pode ser feito em qualquer cartório brasileiro. Posteriormente, a informação é repassada para o cartório original, que faz a averbação — a inclusão dos dados no registro e na certidão.

Emitida a pedido da coluna no último dia 24, a certidão de Tomás tem apenas o nome de sua mãe e de seus avós maternos. O espaço para observações e averbações está em branco. Certidões de nascimento são documentos públicos (veja o documento aqui). Por meio de sua assessoria, FHC afirmou que não comentaria a certidão por se tratar de “assunto pessoal”.

A relação entre o tucano e a jornalista veio à tona após Mirian revelar que FHC lhe pagava uma mesada por meio da empresa Brasif, que controlava free shops nos aeroportos brasileiros.

Segundo ela, que trabalhou 35 anos na Globo, o tucano teria depositado US$ 100 mil na conta da Brasif, que repassava a ela mensalmente, em parcelas de US$ 3 mil, por meio de um contrato fictício de trabalho que nunca foi cumprido.

A Polícia Federal decidiu investigar o ex-presidente por repasses feitos pelo tucano à sua ex-amante no exterior, entre 2002 e 2006.