Fies tem pior ano de sua história, aponta especialista
O acesso às faculdades privadas por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) está mais difícil, de acordo com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); segundo a entidade, das 310 mil vagas oferecidas, apenas 80,3 mil foram preenchidas; para Janguiê Diniz, presidente da entidade e especialista em educação, "o desempenho do Fies em 2018 foi um fracasso"; "Foi o pior cenário desde que foi instituído o Fies", afirma
247 - O acesso às faculdades privadas por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) está mais difícil, de acordo com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). Segundo a entidade, das 310 mil vagas oferecidas, apenas 80,3 mil foram preenchidas, o equivalente a 26% da meta, segundo apurou reportagem no UOL.
Para o presidente da ABMES, Janguiê Diniz, o desempenho do Fies em 2018 foi um fracasso. "Foi o pior cenário desde que foi instituído o Fies", disse Diniz. "O programa, que devia ser social, transformou-se num programa financeiro e fiscal. Esta é a nossa maior crítica".
O Fies está com novas regras desde o início do ano. Na modalidade em que o financiamento é oferecido pela instituição bancária, com taxa de juros determinada pelo próprio banco, foram preenchidas 500 vagas de um total de 210 mil. Já no modelo de financiamento governamental, a que se destina o restante das vagas, o aproveitamento foi de 82,1%.
Na opinião de Diniz, o principal gargalo do sistema é o não financiamento do custo dos cursos em sua totalidade, apesar de o governo ter estabelecido percentual de financiamento mínimo de 50% do curso escolhido.
