Filho de porteiro virou doutor e se emociona: quero dar um abraço no Lula

André Senna, hoje professor universitário, reagiu à declaração preconceituosa de Paulo Guedes e classificou o ministro como "insignificante": "esse senhor não conhece nosso país, não conhece o nosso povo e não conhece pessoas como eu". Assista na TV 247

André Senna, Lula e Paulo Guedes
André Senna, Lula e Paulo Guedes (Foto: Reprodução | Divulgação)
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247 - Professor universitário formado em Química, com mestrado e doutorado, André Senna, filho de um porteiro, que também foi "vendedor ambulante, vigilante, um monte de coisa", fez um relato emocionante em entrevista à TV 247 na noite desta sexta-feira (30) ao comentar a declaração preconceituosa do ministro da Economia, Paulo Guedes, que reclamou o acesso dos mais pobres à universidade por meio do Fies.

O professor também destacou sua gratidão pelo ex-presidente Lula e ressaltou que, graças às políticas do PT, pôde estudar e "mudar a história" de sua família. "Eu gostaria muito de dar um abraço no Lula e falar assim: 'obrigado. Você mudou a minha vida e a de milhares de pessoas'. Eu mudei a história de uma família, mudei a história de 50, 100 anos. Isso não é qualquer coisa. Ele [Lula] foi uma pessoa que mudou esse país, principalmente na Educação. Mudou completamente. Gostaria muito de conhecer ele e dar um abraço nele".

Para Senna, Guedes é "insignificante" e não conhece o Brasil e os brasileiros. "Esse senhor não conhece nosso país, não conhece o nosso povo e não conhece pessoas como eu. Aliás, como eu existem milhares de pessoas, que conseguiram ir lá na universidade e mudar a história de uma família inteira. Então esse senhor não conhece nosso país, e é simplesmente lastimável uma pessoa dessa ocupando um cargo tão importante, que é a Economia, e ele simplesmente falar um absurdo desse. Só que, sinceramente, isso me dá mais força".

"Esse país não é um país de quinta categoria. Nós somos um país grande, que tem ciência e que na época em que eu estava lá no doutorado, e muitos outros estavam na universidade, quando o pobre, o negro, o índio, o rico estavam na univeridade nós estávamos batendo recorde de publicação internacional. Inclusive, eu contribuí para esse país com meu trabalho, que gerou uma série de artigos publicados em revistas internacionais com classificação A1 pela Capes. Então esse dinheiro que é gasto com pesquisa nesse país traz muito retorno para nós", concluiu.

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