Flávio Bolsonaro oferece o Brasil de bandeja aos EUA em conferência da extrema-direita
O pré-candidato presidencial discursou na CPAC e maior "aproximação" entre Brasil e EUA
247 - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, participou neste sábado (28) da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no estado do Texas, nos Estados Unidos. Durante o evento, ele fez um apelo para que a comunidade internacional pressione o processo eleitoral brasileiro e ainda ofereceu as terras raras aos EUA.
Segundo o senador, os Estados Unidos dependem da China para cerca de 70% das importações de terras raras, além do controle majoritário do refino e processamento desses materiais.
“Por que isso importa? Essas terras raras são essenciais para processadores de computador e a revolução da IA [inteligência Artificial] que está transformando nosso mundo e o equipamento de defesa americano. Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana se torna impossível. E a produção do sistema militar avançado que mantém a superioridade americana cai nas mãos de adversários. Sem eles, a revolução tecnológica da América fica estagnada e a segurança nacional se torna vulnerável”, declarou.
Ele defendeu ainda a atuação de outros países sobre o cenário político nacional. “Meu apelo aqui, não apenas aos Estados Unidos, mas ao mundo inteiro, é que acompanhem as eleições brasileiras com enorme atenção. Aprendam e compreendam o nosso processo, monitorem a liberdade de expressão do nosso povo e exerçam pressão diplomática para que as nossas instituições funcionem adequadamente”, afirmou.
"Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região impossível", disse Flávio.
"O presidente do meu país faz lobby nos EUA para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam dinheiro e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo", disse Flávio. "Eu entendo que o Presidente Trump está incrivelmente ocupado 'Fazendo a América Grande Novamente' e deve manter relações institucionais com líderes de todos os países (...). E sei que às vezes, quando cercado por conselheiros com seus próprios interesses, o quadro fica confuso. Mas estou confiante de que o maior negociador da história [Trump] pode facilmente ver quem são seus verdadeiros aliados do Brasil", disse Flávio.
O senador participou do evento ao lado do irmão, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos há mais de um ano. Ele acusou o ex-presidente Joe Biden de interferência nas eleições brasileiras de 2022. Segundo ele, houve atuação para eleger o que chamou de “socialista que odeia a América”, em referência a Lula.
Ele disse ainda que Jair Bolsonaro "está preso esta noite pelas mesmas crenças que vocês, mas o sacrifício dele não será em vão”.
Em outro momento, fez a defesa de maior aproximação econômica entre Brasil e Estados Unidos, especialmente na exploração de terras raras. Flávio argumentou que o Brasil poderia ajudar a reduzir a dependência norte-americana da China nesse setor estratégico.