Foi um ajustamento, diz Temer sobre demissão de Segovia

Michel Temer minimizou demissão de Fernando Segovia, agora ex-diretor-geral da Polícia Federal. "Não houve uma dispensa, mas um ajustamento", afirmou; sobre a indicação de Segovia para o cargo, Temer disse que "houve zero conotação política"; à Reuters, Segovia havia  que a tendência na PF é recomendar o arquivamento da investigação em que Temer é suspeito de beneficiar a empresa Rodrimar em um decreto que renovou concessões no Porto de Santos (SP)

Brasília - O presidente em exercício, Michel Temer, recebe em cerimônia no Palácio do Planalto, cartas credenciais de seis embaixadores. (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O presidente em exercício, Michel Temer, recebe em cerimônia no Palácio do Planalto, cartas credenciais de seis embaixadores. (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

247 - Michel Temer minimizou demissão de Fernando Segovia, agora ex-diretor-geral da Polícia Federal. "Não houve uma dispensa, mas um ajustamento"", afirmou nesta quarta-feira (28) durante entrevista ao '3 em 1', da Jovem Pan.

Segundo Temer, a decisão reforça a autonomia de Raul Jungmann à frente do Ministério de Segurança Pública. "O ministro da segurança [Jungmann] montaria sua equipe, chegando ele montaria sua equipe, dei autonomia, ele conversou comigo [antes do afastamento]", afirmou.

Na avaliação de Temer, Segovia "fez um trabalho muito correto e adequado ao longo desses praticamente 3 meses".

Sobre a indicação de Segovia para o cargo, Temer disse que "houve zero conotação política". "O nome dele me foi trazido por 5,56 associações da PF, vários setores apoiando seu nome e mais dois, optei por ele e depois disseram que houve influência de A,b e C, não houve, como agora com a nomeação de [Rogério] Galloro; é questão meramente profissional", acrescentou.

À Reuters, no começo deste mês, Segovia disse que a tendência na PF é recomendar o arquivamento da investigação em que Temer é suspeito de beneficiar a empresa Rodrimar em um decreto que renovou concessões no Porto de Santos, em São Paulo.

A PF investiga se a medida que ampliou para 35 anos as concessões do setor favoreceu a Rodrimar. São investigados Michel Temer, o ex-assessor da Presidência Rodrigo Rocha Loures, o presidente da Rodrimar, Antônio Grecco, e o diretor da empresa Ricardo Mesquita.

 

 

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