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Fonteles: "Rubens Paiva foi morto pelo DOI-Codi"

"Ele foi morto por agentes do Doi-Codi", revelou o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, que coordena a Comissão da Verdade. Ele classificou a versão oficial, de que o ex-deputado simplesmente desapareceu, como "fantasia absoluta". Relatório com o desfecho do caso símbolo da repressão durante a ditadura militar deve ser apresentado até março

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247 - A Comissão da Verdade deve apresentar até março o desfecho de uma história não-finalizada desde a ditadura militar brasileira. Segundo o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, que coordena a Comissão Nacional da Verdade, o ex-deputado Rubens Paiva, até então oficialmente tido como desaparecido, foi executado por agentes do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informação do Centro de Defesa Interna) do Primeiro Exército, no Rio de Janeiro.

A revelação, baseada em documentos militares confidenciais encontrados no Arquivo Nacional, em Brasília, foi feita durante entrevista ao portal IG (leia mais). "Ele foi morto por agentes do Doi-Codi", revelou Fonteles, que classificou a versão oficial, que seguia valendo até hoje, como "fantasia absoluta". Segundo o coordenador da comissão, o martírio de Paiva no DOI-Codi teria durado dez dias.

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Até então, havia duas versões para o sumiço de Rubens Paiva. Numa delas, o ex-deputado teria desaparecido em uma operação de resgate por opositores do governo militar. Noutra, ele teria sido preso e morto por militares da Aeronáutica. De certo, apenas, era que Rubens Paiva foi preso em casa, no dia 20 de janeiro de 1971, e levado direto para a sede do DOI-Codi.

Os relatórios confirmam, ainda, que um dos responsáveis pela prisão, tortura e morte do ex-deputado é o coronel Julio Miguel Molinas Dias, assassinado no dia 1º de novembro do ano passado em Porto Alegre (relembre). Fonteles diz que os novos documentos encontrados no Arquivo Nacional podem ajudar a esclarecer definitivamente o caso Rubens Paiva, vítima símbolo dos anos de chumbo.

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O coordenador da Comissão da Verdade promete divulgar um relatório detalhando as informações encontradas nos documentos até março.

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