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Funaro: Cunha era “banco de corrupção de políticos”

Em depoimento prestado em agosto à Procuradoria Geral da República, o operador Lúcio Funaro definiu o papel de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara dos Deputados; "Eduardo funcionava como se fosse um banco de corrupção de políticos, ou seja, todo mundo que precisava de recursos pedia para ele, e ele cedia. Em troca mandava no mandato do cara", relatou, sobre o ex-presidente da Casa, hoje cassado; "Não precisava nem ir atrás de ninguém, fazia fila de gente atrás dele", completou; no mesmo depoimento, ele 

Em depoimento prestado em agosto à Procuradoria Geral da República, o operador Lúcio Funaro definiu o papel de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara dos Deputados; "Eduardo funcionava como se fosse um banco de corrupção de políticos, ou seja, todo mundo que precisava de recursos pedia para ele, e ele cedia. Em troca mandava no mandato do cara", relatou, sobre o ex-presidente da Casa, hoje cassado; "Não precisava nem ir atrás de ninguém, fazia fila de gente atrás dele", completou; no mesmo depoimento, ele  (Foto: Gisele Federicce)

247 - Em depoimento prestado no dia 23 de agosto à Procuradoria Geral da República, o operador Lúcio Funaro definiu o papel de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara dos Deputados.

"Eduardo funcionava como se fosse um banco de corrupção de políticos, ou seja, todo mundo que precisava de recursos pedia para ele, e ele cedia. Em troca mandava no mandato do cara", relatou, sobre o ex-presidente da Casa, hoje cassado.

"Não precisava nem ir atrás de ninguém, fazia fila de gente atrás dele", completou. O acordo de delação premiada de Funaro foi homologado pelo ministro do STF Luiz Fachin.

Funaro também descreveu com detalhes como funcionava o esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal, onde operava a propina para Cunha, obtida por empresários para que obtivessem liberação de empréstimos.

Funaro relatou que entre 60% e 65% do valor de cada operação ficava com Geddel Vieira Lima - ex-braço-direito e ex-ministro de Temer -, depois que assumiu a vice-presidência de Pessoa Jurídica do banco, em 2011. Segundo Funaro, ele deixou o cargo em 2013, mas manteve ascendência na Caixa.

"O resto [40% a 35%] eu e o Cunha meiávamos no meio [sic] ou eu dava 5% a mais para o Cunha e o resto para mim, dependia da operação e da necessidade de caixa que ele tinha", disse ainda Funaro.

Confira aqui o vídeo do depoimento, obtido pela Folha. Na mesma audiência, ele diz que o advogado José Yunes, amigo e ex-assessor da presidência de Michel Temer, "tinha certeza" quer era dinheiro o pacote que ele, Funaro, lhe entregou em seu escritório em São Paulo. Trata-va se de R$ 1 milhão em propina, mas Yunes assegura que não sabia do conteúdo da caixa.