HOME > Brasil

Funaro diz que Yunes tinha 'certeza' de que lhe repassou dinheiro

Contrariando a versão do amigo de Temer, que disse não saber que o pacote entregue por Lúcio Funaro a pedido de José Padilha em seu escritório em São Paulo se tratava de R$ 1 milhão em propina, o operador do PMDB declarou em depoimento que o advogado e ex-assessor da presidência José Yunes "tinha certeza" que continha dinheiro na caixa entregue a ele em setembro de 2014, às vésperas da eleição; declaração foi feita em depoimento à Procuradoria Geral da República em 23 de agosto

Contrariando a versão do amigo de Temer, que disse não saber que o pacote entregue por Lúcio Funaro a pedido de José Padilha em seu escritório em São Paulo se tratava de R$ 1 milhão em propina, o operador do PMDB declarou em depoimento que o advogado e ex-assessor da presidência José Yunes "tinha certeza" que continha dinheiro na caixa entregue a ele em setembro de 2014, às vésperas da eleição; declaração foi feita em depoimento à Procuradoria Geral da República em 23 de agosto (Foto: Gisele Federicce)

247 - O operador de propinas do PMDB Lúcio Funaro afirmou em depoimento à Procuradoria Geral da República que o advogado José Yunes, amigo e ex-assessor de Michel Temer na presidência, "tinha certeza" que continua dinheiro na caixa entregue a ele em setembro de 2014, às vésperas da eleição.

A versão de Yunes é de que ele recebeu de Funaro um pacote em seu escritório em São Paulo a pedido do hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, mas que ele não sabia que se tratava de R$ 1 milhão em dinheiro em propina, enviados pela Odebrecht para a campanha do peemedebista.

"Ele [Yunes] tinha certeza que era dinheiro, ele sabia que era dinheiro, tanto que ele perguntou se meu carro estava na garagem, porque ele não queria que eu corresse risco de sair com a caixa para a rua. E até pelo próprio peso da caixa, para um volume de R$ 1 milhão, é uma caixa bem pesada", contou Funaro.

O depoimento foi prestado por Funaro no dia 23 de agosto. O acordo de delação premiada foi homologado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. Assista aqui ao vídeo do depoimento, obtido pela Folha de S.Paulo.