Funaro prova que Geddel tentou pressioná-lo sobre delação

Operador Lúcio Funaro entregou à polícia que registro de ligações feitas pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima à sua mulher, Raquel, por meio do aplicativo WhatsApp; falando em nome de Temer, Geddel queria saber o andamento da delação premiada que Funaro negociava com os procuradores da Lava Jato

Operador Lúcio Funaro entregou à polícia que registro de ligações feitas pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima à sua mulher, Raquel, por meio do aplicativo WhatsApp; falando em nome de Temer, Geddel queria saber o andamento da delação premiada que Funaro negociava com os procuradores da Lava Jato
Operador Lúcio Funaro entregou à polícia que registro de ligações feitas pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima à sua mulher, Raquel, por meio do aplicativo WhatsApp; falando em nome de Temer, Geddel queria saber o andamento da delação premiada que Funaro negociava com os procuradores da Lava Jato (Foto: Gisele Federicce)

247 – O operador Lúcio Funaro, que está preso, entregou à polícia provas de que o ex-ministro Geddel Vieira Lima telefonou à sua mulher, Raquel, para saber o andamento de sua delação premiada no âmbito da Lava Jato.

Funaro já havia dito em depoimento à PF que Geddel procurou sua mulher, em nome de Michel Temer, para "sondar" a possibilidade de sua delação. O operador entregou à polícia registros de ligações feitas por meio do aplicativo WhatsApp.

Prints do celular da esposa de Funaro mostram registros de 12 ligações de "Carainho" – apelido dado a Geddel na agenda de Raquel – em oito dias diferentes após a divulgação da delação da JBS. Segundo a Folha apurou, o número corresponde com o celular de Geddel.

Funaro nega ter recebido dinheiro para ficar em silêncio. Segundo ele, a verba repassa pelo empresário Joesley Batista, mencionada em conversa com Temer no Palácio do Jaburu, era um débito que o dono da JBS tinha com ele, mas não tem qualquer referência com o acordo de delação.

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