Fux diz que "não permitirá que haja a desconstrução da operação Lava Jato"

A afirmação acontece dois dias depois que a 2ª Turma do STF contrariar sua proposta e decidir que um caso que começou a ser discutido em órgão fracionário da Corte deve ter seu embargo julgado por ele e não necessariamente ser remetido ao Plenário, com ele queria

Luiz Fux
Luiz Fux (Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ)
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247 - Diante do desgaste da operação Lava Jato, como resultado dos abusos e das revelações feitas pela Vaza Jatro, evidenciando o conluio entre procuradores e o então juiz Sergio Moro, o ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu assumir publicamente que vai ser o defensor da operação na Corte. 

"O Supremo Tribunal Federal não permitirá que haja a desconstrução da operação Lava Jato. O primeiro ato praticado por mim, não quero nenhum louvor, estou apenas dando esse esclarecimento: todas as ações penais e todos os inquéritos passarão pela responsabilidade do plenário, porque o STF tem o dever de restaurar a imagem do país a um patamar de dignidade da cidadania, de ética e de moralidade do próprio país", afirmou Fux, na abertura do 14º Encontro Nacional do Poder Judiciário, promovido pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

A afirmação acontece dois dias depois que a 2ª Turma do STF decidiu que um caso que começou a ser discutido em órgão fracionário da Corte deve ter seu embargo julgado por ele e não necessariamente ser remetido ao Plenário, se contrapondo à decisão de Fux. 

"Hoje o Brasil está tão bem preparado quanto os países mais evoluídos. Mas precisa reforçar exatamente essas instituições de investigação, inclusive manter o poder investigatório que concedemos ao Ministério Público", disse Fux.

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