Geddel admite “mais de dez ligações” para a mulher de Funaro
Acusado de atrapalhar investigações e de tentar evitar que Eduardo Cunha, condenado a 15 anos na Lava Jato, e o doleiro Lúcio Funaro façam delação premiada., o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) admitiu que ligou para a esposa Funaro; questionado a respeito de quantas ligações fez a Raquel Pitta, esposa de Funaro, o ex-ministro relatou que conversou com ela ‘mais de dez vezes’; sempre, segundo o peemedebista, o teor era o mesmo: “‘Como vai? Tudo bem?’ Ela me ligava”
247 - O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) —acusado de atrapalhar investigações e de tentar evitar que Eduardo Cunha, condenado a 15 anos na Lava Jato, e o doleiro Lúcio Funaro façam delação premiada— admitiu que ligou diversas vezes para a esposa de Funaro.
Funaro está preso na Papuda, em Brasília, desde 1 de julho de 2016, quando foi alvo da Operação Sépsis. Por meio de seu advogado, Bruno Espiñeira, o aliado de Eduardo Cunha fez chegar à PF ‘impressos de ligações’ recebidas por Raquel via WhatsApp. As ligações foram feitas por um certo ‘Carainho’, que, segundo os investigadores, é Geddel.
“Acabei de dizer que nesta ligação se tratou exatamente: ‘como vai você?’, porque é o mínimo. ‘Sua família está bem?’ Não se tratou de marido dela, de esposo dela, nada disso”, afirmou Geddel.
Questionado a respeito de quantas ligações fez a Raquel Pitta, esposa de Funaro, o ex-ministro relatou que conversou com ela ‘mais de dez vezes’. Sempre, segundo o peemedebista, o teor era o mesmo: “Isso: ‘Como vai? Tudo bem?’ Ela me ligava”.
Funaro é citado nas delações da J&F como recebedor de um mensalinho de R$ 400 mil, para ficar em silêncio na cadeia. Sua irmã, Roberta, foi flagrada pegando uma mala com este exato valor do diretor de Relações Institucionais da hold, Ricardo Saud e acabou presa, no âmbito da Operação Patmos, no último dia 18 de maio.
As informações são de reportagem de Lui Vassallo e Fábio Serapião no Estado de S.Paulo.