Geisel, Figueiredo e a máquina de matar

O ex-presidente da Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo Adriano Diogo destacou em um artigo publicado no site Outras Palavras que apesar do impacto advindo da revelação do documento da Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA, relatando uma reunião do presidente Ernesto Geisel e generais que, em março de 1974, decidiram prosseguir com o programa macabro de execução sumária de opositores do regime, o assunto era "há anos, largamente conhecido pelas organizações de direitos humanos e de familiares de mortos e desaparecidos políticos"

geisel figueiredo
geisel figueiredo (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O ex-presidente da Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo Adriano Diogo destacou em um artigo publicado no site Outras Palavras que apesar do impacto advindo da revelação do documento da Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA, relatando "uma reunião do presidente Ernesto Geisel e generais que, em março de 1974, decidiram prosseguir com o programa macabro de execução sumária de opositores do regime", o assunto era "há anos, largamente conhecido pelas organizações de direitos humanos e de familiares de mortos e desaparecidos políticos".

Segundo ele, "uma informação relevante que não consta do relatório foi a decisão de Geisel, secundado por Figueiredo, de que os mortos pelo regime a partir de 1974 deveriam ser dados como desaparecidos". "N o governo Geisel os mortos transformaram-se em desaparecidos, com seus corpos enterrados clandestinamente. Eles só foram reconhecidos como mortos pelo Estado brasileiro mais de 20 anos depois, em 1995", ressalta.

"Nos últimos anos divulgou-se a versão falseada de que Geisel teria sido um "ditador esclarecido" e humanizado. Mas foi em seu governo, com a colaboração de Figueiredo, que seria seu sucessor, que foi articulada a Operação Condor, formalizada em uma reunião secreta realizada em Santiago do Chile no final de outubro de 1975. A operação resultou de uma aliança entre as ditaduras do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai para a realização de atividades coordenadas, de forma clandestina com o objetivo de vigiar, sequestrar, torturar, assassinar e fazer desaparecer militantes políticos que faziam oposição, armada ou não, aos regimes militares da região. Estima-se que em toda a região tenham sido mortos de 60 mil a 80 mil opositores das ditaduras e mais de 400 mil tenham sido feitos presos políticos", diz Diogo em seu artigo.

Leia a íntegra do artigo.

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