"Genoíno teve seu nome arrastado na lama"

Advogado de ex-presidente do PT José Genoíno, Luiz Fernando Pacheco diz que acusação se dá "não pelo que ele fez, mas pelo que ele foi, presidente do PT"; fez imagem forte: "É judeu? Tem de morrer. É presidente do PT? Tem de ir para a cadeia"; link

"Genoíno teve seu nome arrastado na lama"
"Genoíno teve seu nome arrastado na lama" (Foto: Edição/247)

247 – A defesa do ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoíno alegou que a denúncia quer a "odiosa responsabilidade objetiva", disse o advogado Luiz Fernando Pacheco . "José Genoíno está sendo acusado não pelo que ele fez, mas pelo que ele foi, presidente do PT". Ele fez uma imagem forte. "É judeu? Tem de morrer. Foi presidente do PT? Então tem de ir para a cadeia", comparou o advogado. Ele contou em resumo a história política do ex-deputado, ressaltando que ele mora na mesma casa, no "valoroso bairro do Caxingui, há mais de vinte anos".

O defensor alegou que, ao assumir a presidência do PT, "num mandato tampão", Genoíno fez questão de registrar que não iria cuidar "da sede do partido, das finanças do partido e dos pedidos de cargos no governo". Pacheco assegurou que o acusado "não tem nenhuma aptidão para cuidar de finanças". Ele citou testemunhas de deputados que disseram nos autos do processo que Genoíno não tratava de finanças no partido. "A preocupação dele era participar do grande debate ideológico que existe na sociedade", disse um parlamentar citado pelo defensor. "Ele só fazia a articulação política entre as bancadas e sobretudo a do PT", falou a respeito de outro deputado. Numa das citações, o advogado afirmou que as questões de finanças eram encaminhadas por Genoíno ao então tesoureiro Delúbio Soares.

Genoíno foi acusado de nove peculatos, mas absolvido "por esta Corte em 2007", lembrou o advogado. "A acusação não diz quem teria dado o dinheiro a quem", argumentou Pacheco. O advogado também citou votações no Cogresso, ao tempo da denúncia, vencidas com larga margem pelo governo, para dizer que não fazia sentido "comprar" o voto de dez deputados. "O mensalão nunca existiu", cravou.

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