Gilmar Mendes critica ‘hiperativismo’ do Judiciário
O ministro do STF Gilmar Mendes criticou o 'hiperativismo' do MP e do Judiciário no período eleitoral e citou as recentes acusações contra os presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), além da prisão do ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), candidato ao Senado; "É notório um abuso do poder de litigar. É preciso realmente colocar freios"
247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes criticou o 'hiperativismo' do Ministério Público (MP) e do Judiciário no período eleitoral e citou as recentes acusações contra os presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), além da prisão do ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), candidato ao Senado. "É notório um abuso do poder de litigar. É preciso realmente colocar freios", disse ele, nesta quarta-feira (12), antes do início da sessão no plenário do Supremo.
De acordo com o ministro, o Brasil corre o risco de reviver uma espécie de Plano Cohen, documento forjado que serviu para justificar a ditadura do Estado Novo às vésperas da eleição. "Sabemos lá que tipo de consórcio há entre algum grupo, por exemplo, de investigação do Gaeco e um dado candidato? Temos que tomar cuidado, porque, do contrário se pode fazer um plano Cohen, alguma coisa inventada que vai resultar num escândalo que afeta o resultado eleitoral. É bom isso para o país? É bom que uma instituição que tem que zelar pela democracia atue dessa forma?", questionou Gilmar em referência ao MP.
O ministro criticou a gestão do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que, segundo ele, fez uma "farra do boi" com delações premiadas inconsistentes. Gilmar também cobrou responsabilidade da atual ocupante do cargo, Raquel Dodge, pelas atuações do Ministério Público Federal no período eleitoral.