“Golpista” é aquele tipo de adjetivo que ninguém quer trazer escrito na testa

Em artigo no Jornalistas Livres, o professor de Teoria da História da UFBA Rodrigo Perez Oliveira disseca a dificuldade dos golpistas de serem identificados como tal, em meio à tentativa de censura da disciplina sobre o Golpe de 2016; "'Golpista' é aquele tipo de adjetivo que ninguém quer trazer escrito na testa. Entendo. Não pega bem mesmo. Por isso, os momentos de ruptura política geralmente são marcados por duas camadas de conflitos: os conflitos pelas posições de poder e as disputas pela representação do evento no plano da memória", diz ele 

Brasília - O presidente interino Michel Temer e o ministro da Educação, Mendonça Filho durante ato de assinatura do edital expansão do Fundo de Financiamento Estudantil - Fies 2016 (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O presidente interino Michel Temer e o ministro da Educação, Mendonça Filho durante ato de assinatura do edital expansão do Fundo de Financiamento Estudantil - Fies 2016 (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Aquiles Lins)

247 - O professor de Teoria da História na Universidade Federal da Bahia (UFBA) Rodrigo Perez Oliveira escreve artigo em que disseca a dificuldade dos golpistas de serem identificados como tal, em meio à tentativa de censura da disciplina sobre o Golpe de 2016. 

"'Golpista' é aquele tipo de adjetivo que ninguém quer trazer escrito na testa. Entendo. Não pega bem mesmo. Por isso, os momentos de ruptura política geralmente são marcados por duas camadas de conflitos: os conflitos pelas posições de poder e as disputas pela representação do evento no plano da memória", diz ele. 

"Quem perde na primeira camada vai se esforçar para desqualificar, no plano das representações, a vitória do adversário. Quem vence na primeira camada tentará vencer também a disputa das representações. É ai, nessa tensão, que o termo 'golpe' ganha significado político", acrescenta o professor. 

Segundo Rodrigo Oliveira, hoje, no Brasil, vivemos a sobreposição dessas duas camadas de conflito. "Por um lado, a sobrevivência política de Lula e do Partido dos Trabalhadores mostrou que a destituição da presidenta Dilma não foi um ponto final nos conflitos que desestabilizam o sistema político brasileiro desde junho de 2013. Ao mesmo tempo, o significado da derrubada da ex-mandatária está em disputa e as recentes polêmicas envolvendo as disciplinas que estão sendo oferecidas em diversas universidades públicas mostram que temperatura dos conflitos está alta e que o jogo está sendo jogado", defende. 

Leia o texto na íntegra no Jornalistas Livres

 

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247