Governador do Acre: Mandetta disse-lhe para não seguir Bolsonaro na crise do coronavírus

Governador do Acre, Gladson Cameli (PP), revelou que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o teria orientado para não seguir as recomendações de Jair Bolsonaro para reabrir comércio e de escolas em meio à pandemia. "Liguei para o ministro da Saúde. Ele disse: ‘Não faça isso’”, afirmou

Gladson Cameli; Jair Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta
Gladson Cameli; Jair Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta (Foto: Alan Santos/PR | Carolina Antunes/PR)
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247 - O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), revelou a assessores que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o teria orientado para não seguir as recomendações de Jair Bolsonaro, que defende a reabertura do comércio e de escolas, em meio à pandemia do novo coronavírus. Mandetta também teria dito a Cameli para preparar as funerárias de maneira a receber os corpos das vítimas decorrentes da covid-19.

“Na sexta-feira (27), peguei o telefone e pedi uma audiência com ele (Bolsonaro). Ia sair de Rio Branco, chegar e dizer: ‘Então, presidente, eu vou seguir a sua orientação. Se é para abrir, então vamos abrir, mas está aqui: eu não tenho condições de arcar com as consequências’. Eu ia, porque o que que eu vou fazer? Estou indo seguindo uma lógica. Aí eu liguei para o ministro da Saúde. Ele disse: ‘Não faça isso’”, disse Cameli  segundo a revista Crusoé

“O ministro me disse: chame os donos de funerária. Mande eles se prepararem. Se o ministro me disse isso, eu vou fazer o quê? Eu vou dizer que o negócio é simples? Eu vou ser irresponsável? Não vou. Ele não é doido”, completou o governador. 

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