Governo Bolsonaro atrasou combate a incêndios em quatro meses

A autorização para a viagem de novos brigadistas para as áreas incendiadas recebeu o aval do Ministério da Economia apenas em junho, dois meses após o assunto chegar à pasta

Bolsonaro com Ricardo Salles e incêndios florestais na BR 262 e estrada Parque no Pantanal
Bolsonaro com Ricardo Salles e incêndios florestais na BR 262 e estrada Parque no Pantanal (Foto: José Cruz/Agência Brasil | Chico Ribeiro)
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247 - O governo de Jair Bolsonaro atrasou o combate aos incêndios na Amazônia e no Pantanal em quatro meses, conforme demonstra reportagem publicada no jornal O Globo. Neste ano, o País registra suas maiores queimadas da última década.

A matéria do Globo informa que a demora do Ministério do Meio Ambiente, comandado por Ricardo Salles, para enviar servidores aos locais inviabilizou a proteção de territórios indígenas e também expôs localidades do Cerrado.

A autorização para a viagem dos brigadistas recebeu o aval do Ministério da Economia apenas em junho, dois meses após o assunto chegar à pasta, indica a reportagem. 

Ainda, o MMA teve problemas diante de medida provisória assinada por Bolsonaro. O ministério esperava o reaproveitamento dos brigadistas que combateram as queimadas na Amazônia em 2019, mas se deparou com a MP 922, de fevereiro, que impede a recontratação de pessoas que prestaram serviços, a menos que seja precedida de “processo seletivo simplificado de provas ou de provas e títulos”.

Com o aval da Economia para contratar novos brigadistas, o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Ibama (Prevfogo) ainda precisou esperar até 10 de agosto para a publicação de uma portaria que deu a autorização definitiva para isso.

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