Governo Bolsonaro expõe país a risco de não vacinar população por atrasar compra de seringas à China

Com risco de desabastecimento às vésperas de vacinação contra Covid, o governo Bolsonaro passou seis meses ignorando o processo de importação de seringas da China

Bolsonaro e vacina
Bolsonaro e vacina (Foto: Reuters)
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247 - O Ministério da Saúde do governo de Jair Bolsonaro ignora há quase seis meses um pedido para que se manifeste sobre o interesse público na importação de seringas descartáveis da China. O Ministério é dirigido pelo general da ativa Eduardo Pazuello

A inação do ministro da Saúde em relação à compra de um equipamento essencial como a seringa é uma indicação a mais do desleixo do governo no combate à Covid-19 e um retrato do impasse em que vive o país, que não sabe até agora quando o governo começará a vacinar a população. 

Um dos problemas que dificulta ainda mais a imunização da população é o fato de ainda estar em aberto um processo de compra de seringas e agulhas pelo Ministério da Saúde, informa reportagem da Folha de S.Paulo.

"O plano nacional entregue ao STF (Supremo Tribunal Federal) no sábado (12) cita a compra de 300 milhões de seringas e agulhas. O custo é de R$ 62 milhões, mas não especifica quando, como e de quem adquirirá o material", destaca a reportagem .

Um processo aberto na Secretaria Especial de Comércio Exterior avalia o interesse público na importação de seringas descartáveis de uso geral, fabricadas na China. São produtos com capacidade de 1 ml, 3 ml, 5 ml, 10 ml ou 20 ml. O processo de aquisição à China está parado há cerca de seis meses. 

A cúpula do Ministério da Saúde sequer respondeu a um pedido de consulta sobre o assunto feito pelo Ministério da Economia.

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