Governo Bolsonaro foi informado 10 dias antes sobre o risco de colapso do sistema de saúde em Manaus

"As reuniões foram realizadas entre 3 e 4 de janeiro de 2021, quando foram sumarizadas as seguintes conclusões: há possibilidade iminente de colapso do sistema de saúde, em 10 dias", diz trecho de um ofício enviado pelo advogado-geral da União, José Levi Mello Júnior, ao STF

(Foto: Reprodução)
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247 - Um ofício da Advocacia-Geral da União (AGU) enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que o governo Jair Bolsonaro sabia do risco do “iminente colapso do sistema de saúde” do Amazonas dez dias antes da crise aflorar em Manaus. 

Segundo reportagem do jornal O Globo, autoridades locais participaram de reuniões com representantes do Ministério da Saúde nos dias 3 e 4 de janeiro. Somente no dia 14, quando faltou oxigênio hospitalar nas unidades de saúde e os pacientes começaram a morrer sufocados nos leitos de terapia intensiva a operação de transferência dos doentes foi autorizada. 

“As reuniões foram realizadas entre 3 e 4 de janeiro de 2021, quando foram sumarizadas as seguintes conclusões: há possibilidade iminente de colapso do sistema de saúde, em 10 dias, devido à falta de recursos humanos para o funcionamento dos novos leitos”, diz um trecho do ofício assinado pelo advogado-geral da União, José Levi Mello Júnior. 

“Estima-se um substancial aumento de casos, o que pode provocar aumento da pressão sobre o sistema, entre o período de 11 a 15 de janeiro, em função das festividades de Natal e réveillon”, destaca um outro trecho do documento. Ainda conforme Mello, no dia 8 de janeiro o Ministério da Defesa teria dado início à operação para levar cilindros de oxigênio para a capital do Amazonas. 

Na resposta, a AGU diz que, desde o dia 8 de janeiro, o Ministério da Defesa passou a providenciar estrutura para distribuir cilindros de oxigênio para o Amazonas. Ainda conforme a AGU, “o colapso do estoque de oxigênio hospitalar na cidade de Manaus foi informado de maneira tardia aos órgãos federais, que empregaram toda a diligência possível para contornar a situação, sobretudo mediante a mobilização da Força Nacional de Saúde do SUS”. 

 

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