Governo Bolsonaro se alinha a islâmicos e ignora proposta na ONU para proteger mulheres

Em aliança com países islâmicos, o governo Jair Bolsonaro não apoiou resolução da ONU para a proteção de mulheres. O documento destacou que, em 2020, 168 milhões de pessoas precisaram de proteção e ajuda humanitária, principalmente, o público feminino

(Foto: Reuters | Mídia NINJA)
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247 - O governo Jair Bolsonaro não patrocinou uma resolução que será colocada em votação na Organização das Nações Unidas (ONU) para a proteção de mulheres e meninas em áreas de conflito ou crise humanitária. A ideia é se aliar a países islâmicos com objetivo de esvaziar o texto. O projeto de resolução deve ir à votação no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas entre esta terça (6) e esta quarta-feira (7), segundo informações publicadas pela coluna de Jamil Chade

O documento destacou que, em 2020, 168 milhões de pessoas precisaram de proteção e ajuda humanitária. As mulheres e meninas são as mais vulneráveis.

Negociadores afirmaram que um dos motivos é o peso da resolução sobre países receptores de imigrantes e refugiados. O Itamaraty vê a possibilidade de gerar um desequilíbrio entre os países.

De acordo com o texto, governos precisam reconhecer a obrigação de assegurar que mulheres com direitos violados acessem mecanismos para remediá-los. É uma "obrigação", destacou o texto. 

Apoiam o projeto governos latino-americanos como Chile, Equador, Uruguai e República Dominicana, além de aliados conservadores do Brasil, como Hungria ou Polônia.

Em nome dos países da Organização de Cooperação Islâmica, o Paquistão apresentou 15 emendas para barrar alguns dos termos citados no texto.

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