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Brasil

‘Governo provisório quer culpar os mais pobres pela pobreza’, diz Dilma

"Remuneramos municípios por inclusão em políticas públicas. Eles (governo interino) querem fazer o oposto: remunerar para excluir", disse nesta quinta-feira 7 a presidente Dilma Rousseff a internautas no Facebook, ao lado da ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Tereza Campello; "O que se anuncia do desmonte dos programas sociais é gravíssimo", alertou a presidente, acrescentando que "seguimos vigilantes e mobilizadas e certas de que a sociedade não permitirá retrocessos"

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"Remuneramos municípios por inclusão em políticas públicas. Eles (governo interino) querem fazer o oposto: remunerar para excluir", disse nesta quinta-feira 7 a presidente Dilma Rousseff a internautas no Facebook, ao lado da ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Tereza Campello; "O que se anuncia do desmonte dos programas sociais é gravíssimo", alertou a presidente, acrescentando que "seguimos vigilantes e mobilizadas e certas de que a sociedade não permitirá retrocessos" (Foto: Gisele Federicce)
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Da Rede Brasil Atual - "Remuneramos municípios por inclusão em políticas públicas. Eles (governo interino) querem fazer o oposto: remunerar para excluir", disse nesta quinta-feira (7) a presidenta Dilma Rousseff, sobre denúncia feita pela ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Tereza Campello. "O governo provisório pretende remunerar os municípios para que tirem as famílias do programa Bolsa Família. Essa iniciativa mostra como nosso projeto é completamente diferente do deles", afirmou.

Ao lado de Tereza, a presidenta participou, nesta manhã, de conversa com internautas pelo Facebook. "Remuneramos o município quando ele mantém um cadastro bem feito, acompanhando a frequência escolar e a saúde das crianças. Também remuneramos os municípios para que garantam o acesso dos beneficiários do Bolsa Família aos cursos de qualificação profissional. Ainda remuneramos a Busca Ativa, que localiza e inclui famílias que precisam em políticas públicas adequadas", detalhou a presidenta.

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Dilma tem realizado debates pelas redes sociais acompanhada de ex-ministros. Hoje, a presidenta estava mais séria do que nas conversas anteriores e respondeu aos internautas com mais firmeza. "Estamos sérias porque o assunto pede. O que se anuncia do desmonte dos programas sociais é gravíssimo. Mas o astral está bom, seguimos vigilantes e mobilizadas e certas de que a sociedade não permitirá retrocessos."

Questionada sobre como a sociedade pode garantir que o governo interino de Michel Temer não prossiga com retrocessos no combate à pobreza, Dilma afirmou que a única forma de resistência é "manter a atenção, a vigilância e a mobilização". "Todos nossos programas foram criados por lei e a maioria funciona há mais de dez anos. É um absurdo interromper ou mudar programas que são reconhecidos mundialmente por seus resultados", disse.

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"Desde o dia 12 de maio (data de afastamento de Dilma pelo Senado), o governo provisório só fala em cortar programas sociais. As justificativas são muitas e são falsas: que as pessoas estão deixando de trabalhar, que há muitas fraudes em programas sociais ou que é preciso encontrar portas de saída do Bolsa Família. A lógica de todas as propostas do governo provisório é criminalizar e culpar os mais pobres pela pobreza. O golpe é contra os pobres", afirmou Dilma. "Nossa proposta é outra: trabalhar pela inclusão social e apoiar as pessoas para superarem um ciclo histórico de desigualdade que marca a sociedade brasileira."

Ela acrescentou que é possível o país passar por crises econômicas sem cortes em programas sociais. "O Bolsa Família atende a 47 milhões de pessoas investindo apenas 0,47% do PIB. É um programa barato. Deveria ser impensável cortes, ainda mais em um momento de crise, que é quando as famílias mais precisam de proteção. Cada R$ 1 investido no programa traz o retorno de R$ 1,78 para a economia. Ou seja, está comprovado que o programa ajuda no crescimento econômico. O que nos espanta é que, na hora de cortar gastos, a única área que entra em pauta é a social", disse.

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