"Gravíssimo e inadmissível", diz Gleisi, sobre o delegado bolsonarista que cuida da segurança dos presidenciáveis

Deputada condenou a postura do delegado José Erasmo de Oliveira Júnior

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(Foto: Divulgação)


247 – A presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann (PT-PR), reagiu com indignação à informação de que o delegado José Erasmo de Oliveira Júnior, que cuida da segurança dos presidenciáveis, é um militante bolsonarista. "Enquanto Bolsonaro incentiva a violência política, ficamos sabendo hoje que o delegado da Polícia Federal responsável pela segurança de candidatos apoia os ataques contra Lula nas redes bolsonaristas. A informação é gravíssima e inadmissível num processo eleitoral democrático", postou ela no Twitter. Saiba mais sobre o caso:

O delegado José Erasmo de Oliveira Júnior, da Polícia Federal (PF), mantém um perfil no Instagram que curtiu posts críticos ao ex-presidente Lula (PT). Erasmo Júnior é Chefe da Divisão de Segurança de Dignitários, responsável por analisar os planos de proteção da PF aos candidatos à Presidência nas eleições de 2022 — Lula, que já anunciou pré-candidatura, deve estar entre eles. A reportagem é do portal UOL.

Um dos últimos posts curtidos pelo perfil de Erasmo Júnior, de 20 de abril, diz que o Brasil "solta líder de quadrilha condenado em três instâncias pra se tornar candidato a presidente".

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Tido por colegas da corporação como apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), Erasmo Júnior foi nomeado para o posto em setembro do ano passado, no exato dia em que a Polícia Federal instituiu as diretrizes para proteção dos postulantes a presidente.

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Já a mulher de Erasmo Júnior, a também delegada da PF Marília Alencar, chefia há um ano a diretoria de inteligência da Seopi (Secretaria de Operações Integradas) do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O órgão ficou conhecido em 2020 por elaborar o chamado "dossiê antifascista", atualmente sob julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).

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Em 2016, Marília postou no Facebook fotos do casal em dia de manifestação contra a então presidente Dilma Rousseff.

Procurado pelo UOL por telefone, o delegado Erasmo Júnior disse que não tem "nada a declarar". Já a PF afirmou que "o servidor em questão possui amplo currículo e experiência profissional que o credenciam para as funções atualmente exercidas no âmbito da Polícia Federal. Eventuais infrações de natureza administrativa poderão ser apuradas nos termos da legislação vigente". O PT não se manifestou.

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