Grazziotin: 2016 ficará marcado por fatos negativos

Em artigo publicado nesta terça-feira (27), a senadora Vanessa Grazziotin faz um balanço dos acontecimentos de 2016; ela cita a deposição de Dilma Rousseff, a eleição de Donald Trump, a tragédia da Chapecoense e a PEC da Maldade, como se refere ao projeto do governo Temer que limitará os gastos públicos por 20 anos; "O ano de 2016 é, sem dúvida, daqueles que dificilmente será esquecido. Ficará marcado na história pelos acontecimentos negativos ocorridos no Brasil e no mundo. Esse é o sentimento das pessoas", diz

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. 

Em discurso, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). 

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (Foto: Valter Lima)
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247 - Em artigo publicado nesta terça-feira (27), a senadora Vanessa Grazziotin faz um balanço dos acontecimentos de 2016. Ela cita a deposição de Dilma Rousseff, a eleição de Donald Trump, a tragédia da Chapecoense e a PEC da Maldade, como se refere ao projeto do governo Temer que limitará os gastos públicos por 20 anos. 

"O ano de 2016 é, sem dúvida, daqueles que dificilmente será esquecido. Ficará marcado na história pelos acontecimentos negativos ocorridos no Brasil e no mundo. Esse é o sentimento das pessoas", diz.

Abaixo:

Adeus 2016

O ano de 2016 é, sem dúvida, daqueles que dificilmente será esquecido. Ficará marcado na história pelos acontecimentos negativos ocorridos no Brasil e no mundo. Esse é o sentimento das pessoas.

O mundo assistiu Trump vencer as eleições americanas; os colombianos rejeitarem o acordo de Paz; os ingleses optarem pelo desligamento da União Europeia e Aleppo se transformar numa cidade fantasma.

Foi o ano de ocupações de escolas, de manifestações de intolerância, da tragédia da Chapecoense, do Golpe no Brasil.

"Pelo meu país, por Deus, por minha família, pelas pessoas de bem e contra a corrupção. Meu voto é sim!". Assim sucediam-se ao microfone os deputados que aceitaram o processo contra Dilma, regidos pelo "ético" deputado Eduardo Cunha, hoje preso.

O objetivo era depor a presidenta eleita. Golpearam a democracia para interromper o projeto de inclusão social e soberania, e iniciar a destruição da Constituição Cidadã, via medidas regressivas que só um governo não eleito poderia fazer. Temer aceitou esse papelão.

Relembremos as palavras do senador Jucá ao correligionário e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado: "a saída de Dilma era necessária para estancar a sangria da Lava Jato", daí o empenho deles em deter as investigações para evitar que ela atinja de morte a eles próprios.

O governo extinguiu importantes secretarias (Mulheres, Igualdade Racial, Juventude e Direitos Humanos); desfigurou ministérios estratégicos como a Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento Agrário; e promoveu cortes em programas como Farmácia Popular, Samu, Mais Médicos, Minha Casa Minha Vida e Bolsa Família.

Acelerou a aprovação da "PEC da maldade", que congela despesas públicas por 20 anos. Tenta impor a reforma do ensino médio sem diálogo com o setor, provocando grandes manifestações país afora.

E agora suas reformas se voltam contra trabalhadores e aposentados. A reforma Trabalhista estabelece a prevalência do negociado sobre o legislado; a da Previdência exige 49 anos de contribuição, idade mínima de 65 anos para homens e mulheres e acaba com a indexação dos benefícios previdenciários ao salário mínimo.

No apagar das luzes, à surdina, tentou repassar, graciosamente, R$ 100 bilhões de patrimônio público às empresas de telefonia. Ou seja, enquanto penaliza os pobres, favorece os mais ricos.

Sem legitimidade, sem apoio popular e alvo direto das delações da Lava Jato, Temer acelera suas maldades. Não sabemos ao certo o desfecho final, mas temos claro que seu governo não tem condições morais e políticas para atravessar a pinguela de 2017.

Então, adeus 2016.

 

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