Advogado vai ao STF contra 'ameaça' de Bolsonaro a Greenwald

Em pedido de habeas corpus preventivo apresentado ao STF no último dia 2, um advogado cita a portaria 666, editada pelo ministro Sergio Moro, que trata do "ingresso, a repatriação e a deportação sumária de pessoa perigosa ou que tenha praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal"

Jornalista Glenn Greenwald, do Intercept Brasil, e Jair Bolsonaro (PSL).
Jornalista Glenn Greenwald, do Intercept Brasil, e Jair Bolsonaro (PSL). (Foto: Glenn Greenwald e Jair Bolsonaro)
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247 - De acordo com o colunista Ancelmo Góis, do O Globo, o jornalista Glenn Greenwald, responsável pelas reportagens da Vaza Jato do The Intercept, teria ingressado com um habeas corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal (STF), para evitar uma possível prisão ou deportação. Mais tarde, a informação foi apurada e, na verdade, o pedido foi apresentado pelo advogado Rubens Rodrigues Francisco.

Segundo o colunista, o pedido em defesa de Greenwald cita a portaria 666, editada pelo ministro Sergio Moro em 25 de julho, que trata do "ingresso, a repatriação e a deportação sumária de pessoa perigosa ou que tenha praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal". 

O documento aponta que “não pode ser coagido de maneira alguma, deve ter segurança e a liberdade de realizar seu mister”.

Vale lembrar que Jair Bolsonaro chegou a ameaçar Glen de prisão ao comentar sobre a portaria, dizendo que não se enquadrava no caso do jornalista. "Até porque ele é casado com outro homem, e tem meninos adotados no Brasil. Tá certo? Malandro, malandro, pra evitar um problema desse, casa com outro malandro, ou não casa, e adota criança no Brasil. É um problema que nós temos...Ele não vai embora. O Glenn pode ficar tranquilo. Talvez ele pegue uma cana, aqui, no Brasil. Não vai pegar lá fora, não", disse.

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