Grupos familiares que assessoram o clã Bolsonaro receberam R$ 105,1 mi desde 1991

Desde que Jair Bolsonaro ingressou na vida política, em 1991, todos os 286 assessores nomeados por ele ou ligados aos três filhos, que também ocupam mandatos eletivos desde então, receberam um total de R$ 105,1 milhões. Grupo formado por 102 pessoas com algum grau de parentesco entre si e ligados diretamente ao clã Bolsonaro recebeu a maior parte deste total: R$ 62,5 milhões

Clã Bolsonaro: Flávio, Jair, Eduardo e Carlos
Clã Bolsonaro: Flávio, Jair, Eduardo e Carlos (Foto: Reprodução)
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247 - Desde que Jair Bolsonaro ingressou na vida política, em 1991, todos os 286 assessores nomeados por ele ou ligados aos três filhos, que também ocupam mandatos eletivos desde então, receberam um total de R$ 105,1 milhões. Segundo reportagem da revista Época, o grupo formado por 102 pessoas com algum grau de parentesco entre si e ligados diretamente ao clã Bolsonaro recebeu a maior parte deste total: R$ 62,5 milhões. 

Segundo a reportagem, “a família de Bolsonaro foi a que recebeu o maior valor em salários. Desde 1991, 22 parentes das duas primeiras mulheres do atual presidente tiveram cargos comissionados em seu mandato ou no dos filhos”. Os salários brutos deste grupo familiar somaram R$ 21,1 milhões no período. “Ou seja, de cada R$ 10 pagos em salários aos funcionários, R$ 2 entravam na conta de algum parente do clã”, ressalta o texto.

A reportagem destaca, ainda, que em função da investigação do Ministério Público do Rio (MPRJ) sobre Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, devido à suspeita de um esquema de “rachadinha” - devolução ilegal de salários -, os sigilos fiscal e bancário de dez pessoas ligadas à família Bolsonaro foram quebrados com autorização judicial. A família Queiroz teria recebido um total de R$ 4,4 milhões, conforme o levantamento feito pela revista Época. 

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