Haddad aponta descaso do governo com a educação e afirma: "Guedes quer se livrar das universidades federais”

“Dois terços dos eleitores até 24 anos reprovam o projeto antinacional de Bolsonaro. É o segmento mais crítico ao governo. Virá deles a energia para construir o Brasil a partir dos escombros do bolsonarismo”, afirma o presidenciável Fernando Haddad

(Foto: Divulgação)
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247 - O presidenciável Fernando Haddad aponta, em sua coluna deste sábado (17), na Folha  de S. Paulo, que na “visão” do ministro da Economia, Paulo Guedes, “investir a receita de impostos na educação de nossos filhos e netos é empurrar-lhes a conta”. “Guedes, no fundo, quer apenas se livrar das universidades federais”, acrescenta.

Haddad ressalta que “o historiador Eric Hobsbawn destacou o quanto os projetos nacionais europeus foram tributários do progresso educacional de pessoas oriundas das classes menos favorecidas, que passaram a ocupar posições até então reservadas a uma pequena elite. “O progresso das escolas e universidades dava a dimensão do nacionalismo”, resumiu”.

“A universidade pública brasileira é um pequeno milagre. Último país do continente a criar uma universidade, o Brasil, mesmo com os recentes cortes orçamentários, responde, ainda hoje, por 50% da produção científica da América Latina. Entretanto, só no século 21 as portas da universidade se abriram para os “filhos e netos” do trabalhador, sob a liderança de um sem diploma. Hoje, felizmente, 70% dos estudantes das universidades federais são egressos da escola pública; mais de 50% são negros”, observa.

Ainda conforme Haddad,  “a inédita expansão do acesso à educação superior pode criar as condições subjetivas para que essa geração faça história. Nosso século 20, ao contrário do asiático, foi marcado pelo descaso com a educação”. “Dois terços dos eleitores até 24 anos reprovam o projeto antinacional de Bolsonaro. É o segmento mais crítico ao governo. Virá deles a energia para construir o Brasil a partir dos escombros do bolsonarismo”, completa.

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