Haddad diz que vai aumentar poder da PF
Em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (9), o candidato à Presidência da República pelo campo democrático, Fernando Haddad (PT), reforçou sua proposta de governo para a segurança pública, ao afirmar que aumentará o contingente da Polícia Federal; Haddad também disse que é errado a população cuidar da sua própria segurança. "A população não vai ganhar nada se armando. Nós é que, como estado, temos que prover a segurança para as pessoas", afirmou
Em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (9), o candidato à Presidência da República pelo campo democrático, Fernando Haddad (PT), reforçou pontos de sua proposta de governo para a segurança pública, ao afirmar que aumentará o contingente da Polícia Federal. "A nossa proposta é assumir, pelo Governo Federal, atribuições que hoje estão nos governos do Estado. A Polícia Federal vai aumentar o seu desempenho no país com um novo contingente", disse. O plano de governo prevê que "o governo federal vai assumir, através da Polícia Federal, sua responsabilidade no enfrentamento do tráfico e do crime organizado (...). Faremos combate implacável ao tráfico de armas e drogas, a lavagem de dinheiro e as movimentações financeiras do crime organizado".
Sobre a população cuidar da sua própria segurança, Haddad disse que é errado. "A população não vai ganhar nada se armando. Nós é que, como estado, temos que prover a segurança para as pessoas". O Plano Nacional de Redução de Homicídios, presente no documento de campanha de Haddad, diz que "a redução da violência causada pelo uso de arma de fogo passa por utilizar inteligência acumulada para retirar armas ilegais de circulação e represar o tráfico nacional e internacional".
Segundo dados do programa, o número de homicídios no país supera a marca de 63,8 mil por ano, o que significa média de mais de 170 mortes por dia. "As vidas ceifadas são, em grande medida, de pessoas jovens, negras e moradoras da periferia. Ocorrem com uso de arma de fogo, sendo especialmente aguda a situação em capitais do Norte e do Nordeste".