Haddad questiona: 'Existe uma burguesia industrial brasileira?'

O líder petista Fernando Haddad, ex-candidato à presidência da República em 2018, escreve neste sábado artigo na Folha de S.Paulo problematizando sobre a Indústria nacional, chegando mesmo a pôr em questão a existência da burguesia industrial no país e, caso exista, se ela se comporta como classe com projeto nacional próprio

(Foto: Divulgação)
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247 - "As notícias para a indústria não têm sido das melhores. A participação da indústria de transformação no PIB brasileiro é a menor desde 1947".

"O saldo comercial brasileiro foi o pior dos últimos cinco anos, sendo que as exportações de bens primários responderam por 52,8% da pauta, em detrimento dos produtos manufaturados", argumenta Fernando Haddad em artigo na Folha de S.Paulo.

"Não resta dúvida que a participação da indústria brasileira na produção industrial mundial perdeu espaço, o que, no mínimo, significa menor dinamismo relativo".

"Nos anos 1930, a burguesia industrial brasileira parecia ter algo em mente. Aliou-se a Getúlio Vargas. Várias circunstâncias, sobretudo a Guerra, impunham novos desafios. A produção de aço, por exemplo, interessava tanto aos militares quanto aos industriais. O guru dos industriais à época era um fascista romeno, Mihaïl Manoïlescu, que teve dois livros traduzidos: ''O século do corporativismo' e 'Teoria do protecionismo', respectivamente um programa político e um programa econômico".

Haddad assinala que o "grande esforço de industrialização" ocorrido entre 1930 e 1980", processo "que atingiu seu apogeu em 1985" , seguido de declínio.

(...) "Até hoje, ao que parece, não dispomos de uma burguesia com projeto de nação".

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