Huck, apoiador do golpe de 2016, diz que Brasil é pobre por escolha

Puxador do grito "Ei, Dilma, VTNC", que fez parte da campanha pelo golpe de 2016, que trouxe de volta a pobreza, o apresentador Luciano Huck afirmou que o Brasil "escolheu" ser pobre

Luciano Huck
Luciano Huck (Foto: World Economic Forum / Sandra Blaser)
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247 - O apresentador Luciano Huck, que em 2016 apoiou o golpe contra a presidente Dilma Rousseff, afirma em um artigo publicado na Folha de São Paulo deste domingo (18) que o Brasil é “pobre por escolha” e que “no espaço de uma geração não iremos produzir tênis mais baratos que a China”. 

“Sigo achando que no espaço de uma geração não iremos produzir tênis mais baratos que a China, tampouco componentes eletrônicos mais competitivos que Taiwan. Mas sigo também acreditando que nenhum outro país no planeta tem o potencial natural que o nosso. Somos um país rico por natureza, e pobre por escolha”, escreve o apresentador logo no início do artigo. 

No texto, Huck também tece críticas à política ambiental do governo Jair Bolsonaro e diz que “já está mais do que na hora de entendermos que pensar verde, além de fazer bem para nossa consciência, fará ainda mais pelos nossos bolsos”. Nesta linha, ele diz que o Brasil precisa atrair investimentos com base na “criação de uma economia limpa” por meio do “Green Deal”.

 “Em pouquíssimas palavras: o futuro da economia da União Europeia está sendo associado à criação de uma economia limpa. Todo o dinheiro, todo o esforço econômico, toda a política social, todo o desenho de organização do mercado”, destaca.

No artigo, Huck também defende a participação do mercado financeiro na agenda ambiental. “O roteiro para aplicação tem o nome de cláusulas ESG (Environmental, Social, Good Governance –Ambiental, Social e Boa Governança, em português). É acatado pelos maiores fundos de pensão, seguradoras, grandes fundos de investimento – e por uma infinidade de bancos e empresas”, pontua. 

Posicionando-se como potencial candidato às eleições de 2022, Luciano Huck escreve, ainda que está “na contramão do mundo por gosto, não por precisão. Não na economia real, mas no quadro institucional”. “Infelizmente hoje o Brasil não lidera nenhuma agenda global, além da tragédia da Covid-19, mas estou seguro de que, com uma mudança clara de caminho, podemos exercer mais rápido que o período de uma geração o papel de grande Potência Verde do planeta”, finaliza. 

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