Indicado para Inep já chamou professores de 'manipuladores' e 'desqualificados'
Indicado para chefiar a diretoria do Inep, responsável pela aplicação do Enem, o economista Murilo Resende Ferreira, já acusou os professores brasileiros de serem desqualificados e manipuladores, além de atuarem para roubar o poder da família por meio da ideologia de gênero; ele foi indicado para o cargo pelo movimento Escola sem Partido; para Rezende, a "ideologia de gênero, que hoje é o grande cavalo de batalha desses manipuladores, sim, gente que não quer estudar de verdade, que sequer conhece a literatura, sequer conhece a filosofia"
247 - O economista Murilo Resende Ferreira, indicado para chefiar a diretoria do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), já acusou os professores brasileiros de serem desqualificados e manipuladores, além de atuarem para roubar o poder da família por meio da ideologia de gênero. Resende foi indicado para o cargo pelo movimento Escola sem Partido.
As declarações de Resende foram feitas em 2016, durante uma audiência pública no Ministério Público Federal de Goiás sobre "Doutrinação Político-Partidária no Sistema de Ensino". Na ocasião, ele sugeriu a aplicação de provas de matemática e português para os professores que, segundo ele, eram "gente que não quer estudar de verdade".
Ainda segundo ele, foi "chocante" observar o despreparo dos professores contrários ao projeto Escola sem Partido que o antecederam na audiência pública. "Me chocou a carência linguística, a incapacidade de enunciar frases simples de português, o jargão vazio que a gente testemunhou em quase todos os professores que vieram falar aqui. É chocante", afirmou na ocasião.
Para ele, a "ideologia de gênero, que hoje é o grande cavalo de batalha desses manipuladores, sim, gente que não quer estudar de verdade, que sequer conhece a literatura, sequer conhece a filosofia". Resende também afirmou que os professores usam a sala de aula para defender o aborto, incesto e a pedofilia, mas que "não se conta isso para os pais". "O que os professores estão querendo com isso é poder. Um poder que eles querem roubar e sequestrar da família", completou.