Indígena bolsonarista ataca presidente da Funai que diz que vai processar

A indígena bolsonarista Ysami Kalapalo partiu para o ataque contra o presidente da Funai, Marcelo Augusto Xavier, que disse que não tolera ameaças e vai entrar na Justiça contra as ofensas

www.brasil247.com - Indígena bolsonarista ataca presidente da Funai.
Indígena bolsonarista ataca presidente da Funai. (Foto: Reprodução)
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247 - A equipe escolhida por Jair Bolsonaro não se entende mesmo.  O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), ex-delegado da Polícia Federal, Marcelo Augusto Xavier da Silva, afirmou que vai entrar na Justiça com um processo contra a indígena bolsonarista , a youtuber Ysani Kalapalo.

Sem respaldo da comunidade indígena, ela integrou a comitiva de Bolsonaro em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, e foi apresentada por ele em seu discurso como uma líder e um contraponto à liderança indígena brasileira mais conhecida no cenário internacional, o cacique Raoni Metuktire. 

Mas apesar da proximidade com Bolsonaro, Ysami tem atacado o presidente da Funai. E um vídeo nas redes sociais publicado nesta terça-feira (14), a indígena expôs mensagens enviadas por Xavier via Whatsapp, com ameaças de interpelação judicial.

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Segundo reportagem do jornal O Globo, a assessoria de imprensa da Funai confirmou que as mensagens são verdadeiras e que o presidente do órgão vai ingressar com uma ação na Justiça contra a indígena, por considerar que é caluniado por ela.

Nas mensagens, Ysani cita uma interpelação judicial contra ela e contra o advogado Ubiratan de Souza Maia, ligado a grupos que defendem a liberação de mineração e de arrendamentos agropecuários em terras indígenas. Na conversa, o presidente da Funai diz não aceitar "ofensas ao meu nome" e que reagirá aos ataques à sua administração.

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"O presidente da Funai quer me processar, quer calar minha boca", afirmou ela, que disse que o presidente da Funai não gostou de ser cobrado sobre a ausência dele em conflito envolvendo produtores rurais e indígenas guarani-kaiowá, em Mato Grosso do Sul. 

Segundo ela, "o atual presidente da Funai não está exercendo para aquilo que ele foi posto, que é combater as ONGs da Amazônia", que ela diz explorar os índios.

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