Inquérito sobre morte de 17 pessoas em Manaus inocenta PMs

Testemunha diz ter presenciado execução, mas inquérito da Polícia Civil concluiu que os policiais agiram no "estrito cumprimento do dever legal"

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Reprodução/Rede Amazônica (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
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247 - Na mais violenta ação policial registrada no país em 2019, a PM do Amazonas matou 17 pessoas durante incursão contra o narcotráfico em Manaus. Cerca de um mês depois, o inquérito da Polícia Civil não identificou indícios de dolo homicida e concluiu que os policiais agiram no "estrito cumprimento do dever legal", informa a Folha de S.Paulo.

Acionada na noite de 29 de outubro durante conflito entre integrantes da facção Família do Norte (FDN) e do Comando Vermelho (CV) no bairro Crespo, em Manaus, a PM chegou no local, mas nenhum policial se feriu e ninguém foi preso. "Todos os corpos foram retirados antes da chegada da polícia e levados a hospitais. Entre os mortos estava Uelinton do Nascimento da Silva Junior, 14, morador do bairro e sem antecedentes criminais", conta a Folha.

Uma testemunha da ação ouvida pela reportagem afirma que presenciou a execução de um integrante da FDN e viu o adolescente algemado e ainda vivo.

"[Os policiais] repetiram várias vezes: a ordem é pra matar, a ordem é pra matar, a ordem é pra matar. Então fizeram. Mataram. Ali aconteceu um massacre naquela noite, massacre", afirma a testemunha.

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