Intercept: conta da má gestão de Temer vai para o trabalhador

Jornalista João Filho, do Intercept Brasil, avalia que as "crueldades impostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer, a reforma da previdência sempre pareceu a mais difícil de ser concretizada"; "A rejeição popular sempre foi enorme e o governo não conta com o mesmo apoio maciço do congresso como em votações anteriores"; de acordo com a análise, "o objetivo da reforma não é salvar o país da crise, mas atender aos interesses do mercado financeiro"; "A conta da má gestão desses recursos públicos será empurrada para o trabalhador, enquanto os grandes devedores, que foram perdoados por todos os governos, continuarão sendo preservados"

São Paulo - Presidente Michel Temer participa da abertura da 18ª Conferência Anual Santander (Beto Barata/PR)
São Paulo - Presidente Michel Temer participa da abertura da 18ª Conferência Anual Santander (Beto Barata/PR) (Foto: Leonardo Lucena)
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247 - Jornalista João Filho, do Intercept Brasil, avalia que as "crueldades impostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer, a reforma da previdência sempre pareceu a mais difícil de ser concretizada". "A rejeição popular sempre foi enorme e o governo não conta com o mesmo apoio maciço do congresso como em votações anteriores. Diante das dificuldades, foram feitas algumas mudanças no texto, mas nada a ponto de alterar a essência devastadora dos direitos previdenciários", diz.

"Preocupado com a ameaça do PSDB abandonar a barca furada governista, Temer convidou o nobilíssimo senador Aécio Neves para fazer a articulação e conseguir mais votos a favor da reforma. Não havia nome mais adequado para comandar este ataque aos aposentados", acrescenta.

De acordo com a análise, "o objetivo da reforma não é salvar o país da crise, mas atender aos interesses do mercado financeiro". "A conta da má gestão desses recursos públicos será empurrada para o trabalhador, enquanto os grandes devedores, que foram perdoados por todos os governos, continuarão sendo preservados", afirma.

"Os bancos ainda serão agraciados com o abocanhamento do mercado da previdência privada que irá bombar após a reforma. É isso o que está em jogo. Os milhões gastos em publicidade são para escamotear essa realidade e empurrar para o trabalhador uma conta que não é dele. Um presidente que não foi eleito está gastando o nosso dinheiro em propaganda para nos convencer de que a única saída para a crise é o esquartejamento dos nossos direitos previdenciários. Esse é o drama brasileiro".

Segundo o jornalista, "a melhor estratégia encontrada pelo governo até aqui foi gastar fortunas em propaganda". "Mesmo em tempos de arrocho, Temer enfiou a mão nos cofres públicos para iniciar uma gigantesca campanha publicitária a favor da reforma. Só no primeiro semestre deste ano, torrou aproximadamente R$100 milhões em publicidade para tentar torná-la palatável. Está funcionando".

João Filho lembra que pesquisa do DataPoder360 apontou que a rejeição popular à reforma vem despencando. "Em abril, 66% dos pesquisados eram contra. Em novembro, a porcentagem caiu para 51%, enquanto a aprovação subiu de 24% para 32%. Temer então decidiu continuar investindo alto. Esta semana, deputados e senadores autorizaram o governo a gastar mais R$99 milhões em publicidade pró- reforma", lembra. "Não se sabe se os meus amigos do MBL estão abocanhando parte da bufunfa, mas, no ano passado, o grupo foi convocado para ajudar a construir as estratégias de comunicação das reformas – talvez venha daí o tom terrorista adotado pelas campanhas", complementa.

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