Investigação contra Haddad por shows de Roger Waters é autorizada pelo TSE

De acordo com matéria de Isadora Peron e Luísa Martins, publicada nesta segunda-feira (29) no Valor, o corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Jorge Mussi, autorizou a abertura da ação apresentada pela campanha de Jair Bolsonaro (PSL) contra o candidato Fernando Haddad (PT) por causa da turnê realizada no Brasil pelo ex-baixista do Pink Floyd, Roger Waters

Investigação contra Haddad por shows de Roger Waters é autorizada pelo TSE
Investigação contra Haddad por shows de Roger Waters é autorizada pelo TSE (Foto: Luca Bruno / AP Photo)

247 - De acordo com matéria de Isadora Peron e Luísa Martins, publicada nesta segunda-feira (29) no Valor, "o corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Jorge Mussi, autorizou a abertura da ação apresentada pela campanha de Jair Bolsonaro (PSL) contra o candidato Fernando Haddad (PT) por causa da turnê realizada no Brasil pelo ex-baixista do Pink Floyd, Roger Waters. Em seu despacho, ele deu cinco dias para as partes se manifestarem".

Segundo a matéria, no despacho o ministro Jorge Mussi "deu cinco dias para as partes se manifestarem. Além de Haddad e a vice, Manuela D’Ávila, os sócios da produtora T4F, responsável pelas apresentações do artista no Brasil, também são citados. Assim como procedeu com as demais ´Ações de Investigação Judicial Eleitoral´ (Aije) apresentadas durante a campanha, Mussi não faz, neste momento, uma análise do mérito do pedido".

Na primeira apresentação de Waters no Brasil, o músico e compositor exibiu o nome de Bolsonaro como um dos líderes mundiais do "neofacismo". Desde então, seus shows foram marcados por manifestações sobre a cena política brasileira. 

Segundo a ação, Roger Waters abusou do poder econômico e fez "ataques" com "grande semelhança conceitual com a propaganda produzida pelo PT", que acusava Bolsonaro de "fascista, ditador, torturador, machista, nazista, etc".

A peça também relembra que o atual ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, acusou Waters de receber R$ 90 milhões para fazer campanha eleitoral. Leitão não apresentou provas de sua denúncia e declarou voto em Bolsonaro.

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