Irã pode suspender relações diplomáticas com o Brasil
O Irã pode, eventualmente, suspender as relações diplomáticas com o Brasil, e condenou intenção do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv (capital) para Jerusalém; o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Bahram Ghasemi, afirmou que a medida "não vai ajudar a paz, a estabilidade, a segurança e a recuperação dos direitos do povo palestino"
247 - O Irã condenou intenção do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv (capital) para Jerusalém. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Bahram Ghasemi, afirmou nesta segunda-feira (31) que a medida "não vai ajudar a paz, a estabilidade, a segurança e a recuperação dos direitos do povo palestino”. Ele disse, no entanto, que “as relações com o Brasil eventualmente continuarão". Os relatos do porta-voz foram publicados no jornal O Estado de S.Paulo.
O primeiro-min israelense, Binyamin Netanyahu, que está visitando o Brasil, disse neste domingo (30), no Rio de Janeiro, que Bolsonaro assegurou a transferência da embaixada brasileira em Israel.
"Não é questão de 'se', é de 'quando'", disse o premiê em discurso em Copacabana, na zona sul da cidade, onde participou de um encontro com a comunidade judaica. Netanyahu está no Brasil a convite do presidente eleito e confirmou presença na posse, no dia 1º de janeiro.
Israelenses e palestinos veem a cidade de Jerusalém como sagrada e a querem como sua capita, dividida no final da guerra árabe-isralense de 1948. Como consequência, Israel passaria a ter o controle sobre Jersalém Ocidental, e a Jordânia, o de Jerusalém Oriental.
A medida, defendida por ele durante a campanha eleitoral, desagradou a países árabes, importantes parceiros comerciais do Brasil. Em novembro, autoridades palestinas criticaram a ideia. Em entrevista à AFP, Hanane Achraoui, uma alta autoridade palestina, afirmou que se trata "de uma medida provocadora, que é ilegal diante do direito internacional e que não faz nada mais que desestabilizar a região".