Itamaraty anuncia apoio ao ditador Lenín Moreno, do Equador

O chanceler brasileiro Ernesto Araújo anunciou o apoio ao ditador Lenín Moreno, do Equador, afirmando que que as manifestações que tomam conta de todo o país são ações de "forças de esquerda", apoiadas pelo Foro de S. Paulo que tentam "solapar o Presidente legítimo Lenin Moreno". No entanto, o partido de Lenín, o Alianza Pais, faz parte do Foro de São Paulo

(Brasília - DF, 03/05/2019) Palavras do Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Ernesto Araújo.
(Brasília - DF, 03/05/2019) Palavras do Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Ernesto Araújo. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

247 - Com o Equador deflagrado em protestos que mobilizam milhares em todo o país, desde o início de outubro, após uma ação dos legisladores para acabar com os subsídios de combustível, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, anunciou o apoio ao ditador Lenín Moreno.

Por meio das redes sociais, Ernesto disse que a América do Sul está mobilizada em "defesa da democracia no Equador" e usando o discurso da polarização ideológica afirmou que as manifestações são ações de "forças de esquerda, apoiadas na rede criminosa do Foro de S. Paulo" que tentam "solapar o Presidente legítimo Lenin Moreno".

No entanto, o partido de Lenín Moreno, Alianza Pais, faz parte do Foro de São Paulo, junto com outras 100 organizações políticas de diversos países.

Já prevendo a derrota em outros países da América Latina, onde o campo progressista avança, Araújo disse "a ameaça é continental, a resposta tem que ser continental".

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