Janio e o silêncio do autoproclamado grupo de moralizadores do país

Janio de Freitas, em sua coluna deste domingo (9) diz que "a falta de esclarecimento imediato por quem o devia aumentou a aparência viciosa da presença de Michelle Bolsonaro nas incoerências financeiras do motorista de Flávio Bolsonaro; se não por ética pessoal, como obrigação de presidente eleito não podia Jair Bolsonaro dispensar-se de explicar o recebimento, por sua mulher, de um valor financeiro 'atípico'"

Janio e o silêncio do autoproclamado grupo de moralizadores do país
Janio e o silêncio do autoproclamado grupo de moralizadores do país

247 - Janio de Freitas, em sua coluna deste domingo (9) na Folha de São Paulo, diz que "a falta de esclarecimento imediato por quem o devia aumentou a aparência viciosa da presença de Michelle Bolsonaro nas incoerências financeiras do motorista de Flávio Bolsonaro. Se não por ética pessoal, como obrigação de presidente eleito não podia Jair Bolsonaro dispensar-se de explicar o recebimento, por sua mulher, de um valor financeiro 'atípico'".

Janio afirma que o motorista Fabrício de Queiroz também deve pronta explicação sobre a movimentação de R$ 1,2 milhão revelada pelo Coaf, e que o silêncio de todos, incluindo dos futuros ministros Onyx Lorenzoni e Sérgio Moro, "equipara-se à atitude dos que precisam combinar suas explicações".

"Para um grupo autoproclamado de moralizadores do país, convenhamos que tanto o fato inicial como a fuga para o silêncio não saem da vulgaridade. Sem por isso surpreender, é verdade. PM até o mês passado, o motorista financeiro é, além do mais, velho companheiro do Bolsonaro pai. Dado no noticiário como ex-servidor do gabinete de Flávio Bolsonaro, um verbo na nota do senador eleito expõe a permanência do vínculo, mesmo fora do serviço público: 'trabalha há mais de dez anos como motorista e segurança do deputado Flávio Bolsonaro'. Relação 'de amizade e confiança'. Tipo para o que der e vier", escreve Janio.

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