Janot diz que não agiu por coragem, mas por medo de desagradar o MP

Ao comentar sua decisão de determinar a abertura de uma investigação de indícios de omissão de informações pelos delatores da JBS, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta terça-feira 5 que foi um dos momentos mais difíceis de sua carreira frente à PGR e que não agiu por coragem, mas por medo de decepcionar o MP

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot
Procurador-geral da República, Rodrigo Janot (Foto: Gisele Federicce)

Do Infomoney - Ao comentar sua decisão de determinar a abertura de uma investigação de indícios de omissão de informações pelos delatores da JBS, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta terça-feira (5) que foi um dos momentos mais difíceis de sua carreira frente à PGR (Procuradoria Geral da República) e que não agiu por coragem, mas por medo de decepcionar o MP (Ministério Público).

"Ontem foi um dos dias mais tensos, um dos maiores desafios desse período. Alguém disse para mim: "Você é um homem de muita coragem". Eu pensei: "Será que sou?" E eu pensei que não tenho coragem nenhuma. Eu tenho é medo. O medo nos faz alerta. Tenho medo de quê? De errar muito e decepcionar as instituições", afirmou durante reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal.

Antes de fazer essa declaração, que marcou a última sessão sob seu comando do conselho, Janot foi homenageado pelos conselheiros presentes, inclusive pela sua sucessora ao cargo de procurador-geral da República, Raquel Dodge, que assumirá o comando da PGR no dia 18 de setembro.

"Agora colho, espero colher, a minha vida de volta. Realmente, eu deixei essa minha vida pendurada num armário fechado, guardei a chave e agora vou abrir esse armário e vou colher a minha vida de volta. Espero que eu tenha alguma tranquilidade para viver depois de tudo isso", finalizou Janot.

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