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JB diz que comprou briga por “caminho correto” no STF

Tietado em seu último dia no Supremo Tribunal Federal, ministro diz que "sai com a alma leve" e com a sensação de "cumprimento do dever", após ser questionado sobre seu comportamento polêmico no tribunal; temperamento de Joaquim Barbosa provocou críticas de todo o setor Judiciário, incluindo advogados, juízes e os próprios colegas do STF; ao comentar a expulsão, ordenada por ele, do advogado de José Genoino da Corte, mencionou "agressões de advogados" e classificou o episódio como "uma das coisas mais chocantes desses 11 anos"; Barbosa também afirmou que não tem interesse em ingressar na política: "pouco provável"

Tietado em seu último dia no Supremo Tribunal Federal, ministro diz que "sai com a alma leve" e com a sensação de "cumprimento do dever", após ser questionado sobre seu comportamento polêmico no tribunal; temperamento de Joaquim Barbosa provocou críticas de todo o setor Judiciário, incluindo advogados, juízes e os próprios colegas do STF; ao comentar a expulsão, ordenada por ele, do advogado de José Genoino da Corte, mencionou "agressões de advogados" e classificou o episódio como "uma das coisas mais chocantes desses 11 anos"; Barbosa também afirmou que não tem interesse em ingressar na política: "pouco provável" (Foto: Gisele Federicce)
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247 – Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo último dia, o ministro Joaquim Barbosa declarou nesta terça-feira 1º que "sai com a alma leve" e com a sensação de "cumprimento do dever". Questionado sobre seu comportamento polêmico e temperamento criticado por advogados, juízes, entidades de classe e até pelos próprios colegas do STF, Barbosa afirmou: "Comprei briga nessa linha sempre que achei que havia desvio do caminho correto".

"Saio absolutamente tranquilo, como eu disse, com a alma leve, e aquilo que é fundamental para mim: o cumprimento do dever", declarou Barbosa a jornalistas. O ministro participou hoje da última sessão antes de se aposentar , após 11 anos de Supremo. Na última sessão, quando os ministros autorizaram por 9 a 1 o trabalho externo ao ex-ministro José Dirceu, condenado na Ação Penal 470, JB não compareceu com a justificativa de preparar um discurso. Hoje, no entanto, ele não fez qualquer despedida. O placar que também favoreceu outros condenados na AP 470 foi uma derrota para o ministro, que era contra a liberação.

O ministro também comentou a expulsão, determinada por ele, do advogado Luiz Fernando Pacheco, defensor do ex-deputado José Genoino. "Com relação a agressões de advogados, essa foi uma das coisas mais chocantes desses 11 anos", disse Barbosa, acrescentando que o advogado "perde no argumento e quer ganhar no grito, desmoralizar a autoridade". Pacheco foi expulso da tribuna pelos seguranças do STF quando pediu a Barbosa para que pautasse o caso de seu cliente, que pedia prisão domiciliar por questão de saúde (relembre aqui).

Barbosa comentou ainda não ter interesse de ingressar na vida política. "Pouco provável", disse ele, acrescentando, porém, que deixou que deixar o STF será um "cidadão livre" para tomar as decisões que considerar mais apropriadas. "A política não tem na minha vida essa importância toda, a não ser como objeto de estudos e de reflexões. [...] Eu não tenho esse apreço todo pela 'politiciénne', essa política do dia a dia. Isso não tem grande interesse para mim", disse.