Joaquim de Carvalho: Moro não queria justiça, mas o impeachment de Dilma

Joaquim de Carvalho afirma que "Moro não queria justiça, mas o impeachment de Dilma"; "não fica nenhuma dúvida de que eles formavam um time e que o coordenador da força-tarefa do Ministério Público tinha uma atuação subordinada ao juiz", diz ele

Ajufe e OAB divergem com relação a 'pacote anticrime'
Ajufe e OAB divergem com relação a 'pacote anticrime' (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Por Joaquim de Carvalho - Nos novos diálogos entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol, revelados pela Folha em parceria com o Intercept, não fica nenhuma dúvida de que eles formavam um time e que o coordenador da força-tarefa do Ministério Público tinha uma atuação subordinada ao juiz.

Moro tinha também uma estratégia. Já sabia aonde queria chegar. Duas semanas e meio antes, em 4 de março, o então juiz havia ordenado a condução coercitiva de Lula.

Uma semana antes, ele havia dado publicidade às escutas telefônicas do caso, inclusive algumas de caráter privado e outras que, legalmente, deveria preservar ou destruir, como a interceptação que mostrava a fala da então presidente da república, Dilma Rousseff, com o ex-presidente Lula.

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