Joaquim Superstar terá cotidiano de fogo no novo ano

Convivência com colegas juízes e apreciação de grandes casos, como o chamado mensalão do PSDB, irão definir imagem do fortalecido presidente do STF; o que ele merece para 2013?

Joaquim Superstar terá cotidiano de fogo no novo ano
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247 – Nos píncaros da popularidade, Joaquim Barbosa pula as sete ondinhas de 2013 como o homem mais poderoso do Brasil – à medida em que, no Poder Executivo, o País tem a mulher Dilma Rousseff na Presidência e, no Legislativo, o presidente da Câmara Marco Maia é um autêntico pato manco, com seu mandato datado em 31 de janeiro.

Tecnicamente, o presidente do Supremo Tribunal Federal é o quarto na linha sucessória, atrás do vice-presidente e dos chefes da Câmara e do Senado, mas não se trata disso. No coração dos brasileiros, para um lado o para o outro, 'o cara' que será lembrado por tudo o que fez em 2012 é Joaquim.

O poder deste promotor por formação emana da conjunção entre seu papel como relator na Ação Penal 470 – em tudo decisivo --, o momento político que, de resto, o tom agressivo do julgamento contribuiu decisivamente para formatar, e sua figura pessoal vista com admiração e até mesmo repulsa, mas nunca com indiferença.

Nota dez no teste das eleições municipais de outubro quando, ao votar como qualquer cidadão comum, foi cercado por admiradores, exigido para fotografias e autógrafos e lembrado como candidato a presidente da República, Joaquim não terá um ano tão fácil como pode parecer.

Uma vez vencidos os volteios da Justiça, 2013 pode ser o ano da chegada do chamado mensalão do PSDB ao Supremo, com suas provas periciadas e admitidas como verdadeiras por diferentes órgãos de credibilidade, como a Polícia Federal. À frente do tribunal, é de se esperar de Joaquim a mesma volúpia despejada sobre o processo que dizimou a primeira geração de líderes do PT, certo? A ver.

Suas provas de fogo, no entanto, chegarão ainda antes. O presidente do Supremo que assumiu em novembro tem muito a provar sobre seu poder de convivência com os outros dez magistrados da mais alta Corte do País. Ele saberá, do alto dos poderes do cargo, praticar uma magistratura equilibrada entre a firmeza e a conciliação? O rude e o terno? Os casos cotidianos que alcançam o Supremo dirão mais sobre esse talento de Joaquim Barbosa do que as grandes causas.

É certo, desde já, que graças a ele e seu terçar armas com colegas como Ricardo Lewandowki e Marco Aurélio Mello, a audiência da TV Justiça, que disparou durante o julgamento do chamado mensalão, irá se manter acima da média histórica. Joaquim Barbosa, afinal, é um autêntico superstar.

Dele, o que você deseja ou espera em 2013?

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