Joesley sobre eventual rescisão: “não é hora para arrependimentos”

A defesa do empresário Joesley Batista, do grupo J&F, afirmou que "não é hora para arrependimentos", respondendo o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para rescindir seu acordo de delação premiada; ao justificar o seu pedido, a PGR alegou que Joesley e Ricardo Saud, ex-diretor da J&F, foram omissos em seus acordos de delação e não teriam relatado, por exemplo, a atuação do ex-procurador da República Marcelo Miller em favor da J&F enquanto era servidor do MPF

Brasília – O executivo do grupo J&F, Joesley Batista, desembarca em Brasília onde vai ficar preso na Polícia Federal (Valter Campanto/Agência Brasil)
Brasília – O executivo do grupo J&F, Joesley Batista, desembarca em Brasília onde vai ficar preso na Polícia Federal (Valter Campanto/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

247 - A defesa do empresário Joesley Batista, do grupo J&F, afirmou que "não é hora para arrependimentos", respondendo o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para rescindir seu acordo de delação premiada.

"A mudança da 'equipe' de assessoria da PGR não deveria superar os compromissos que o órgão assumiu com os colaboradores. Não há razão alguma para a ruptura", escrevem os advogados André Callegari e Ariel Weber em uma das 82 páginas do documento. 

Ao justificar o seu pedido, a PGR alegou que Joesley e Ricardo Saud, ex-diretor da J&F, foram omissos em seus acordos de delação,. Três irregularidades não teriam sido relatadas pelos colaboradores: a atuação do ex-procurador da República Marcelo Miller em favor da J&F enquanto era servidor do Ministério Público Federal (MPF); a existência de uma conta bancária que Saud mantinha no Paraguai e o pagamento de R$ 500 mil em propina para o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

"A alegação de omissão quanto ao suposto delito envolvendo Marcelo Miller não foi objeto do referido acordo e deve ser investigada e julgada em ação penal própria", defenderam os advogados.

De acordo com a defesa, Joesley "se comportou dentro do esperado", pois confiava que Miller já havia saído do Ministério Público para atuar em escritório de advocacia. "Se Miller se comportou incorretamente, isso não é responsabilidade de Joesley Batista", escreve.

 

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