Josias: Temer disse tudo para Silvio, exceto o essencial

Colunista do UOl Josias de Souza observa que Michel Temer falou sobre quase tudo durante sua participação no programa do apresentador e dono do SBT, Silvio Santos; para ele, contudo, "Faltou uma palavra mágica, aquela que dispensaria os telespectadores de se perguntarem sobre o que houve, afinal, com o lendário talento de Temer para articular maiorias no Congresso. Ele não se gabava de ter presidido a Câmara três vezes? Não era um PhD em negociação política? Não dava nó em pingo d'água? Eis a palavra que faltou: C-O-R-R-U-P-Ç-Ã-0", enfatizou

Jornalista Josias de Souza, Michel Temer e apresentador Silvio Santos 2
Jornalista Josias de Souza, Michel Temer e apresentador Silvio Santos 2 (Foto: Paulo Emílio)

247 - O colunista do UOl Josias de Souza observa que Michel Temer falou sobre quase tudo durante sua participação no programa do apresentador e dono do SBT, Silvio Santos, na noite deste domingo (28). "Faltou uma palavra mágica, aquela que dispensaria os telespectadores de se perguntarem sobre o que houve, afinal, com o lendário talento de Temer para articular maiorias no Congresso. Ele não se gabava de ter presidido a Câmara três vezes? Não era um PhD em negociação política? Não dava nó em pingo d'água? Eis a palavra que faltou: C-O-R-R-U-P-Ç-Ã-0", enfatizou o jornalista.

"A conversa foi sobre a necessidade de aprovar a reforma da Previdência no Legislativo. Ora, qual a causa magna da dificuldade do governo de arrancar mais essa reforma de parlamentares que já aprovaram o teto de gastos e a flexibilização da CLT? Resposta: corrupção. Busquem-se os motivos da má vontade dos congressistas com o governo e, na maioria dos casos, a resposta está nas denúncias criminais da Procuradoria contra Temer e os ministros palacianos Moreira Franco e Eliseu Padilha", avalia Josias.

Para o colunista, "o governo está por baixo. E Temer só não caiu porque seus aliados foram bem pagos para não derrubá-lo. Depois de arrancar todas as benesses que o déficit público pode financiar, os governistas alegam que o preço não incluía a Previdência. De resto, sustentam que já não haveria tempo para converter ônus em bônus até 7 de outubro, o dia da eleição", finaliza

Leia a íntegra da coluna.

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