Jovem do jet ski não depõe com medo de linchamento

Adolescente de 13 anos que estaria no comando da mquina quando ela atingiu Grazielly seria ouvido s 16h; depoimento foi adiado em nome da segurana do jovem, que ser ouvido at segunda-feira; advogado da famlia, Maurimar Chiasso negou que o acusado tenha fugido sem prestar socorro

Jovem do jet ski não depõe com medo de linchamento
Jovem do jet ski não depõe com medo de linchamento (Foto: IRINEU JR/AGÊNCIA ESTADO)

O adolescente suspeito de pilotar o jet ski que atropelou e matou a menina Grazielly Almeida Lames, de 3 anos, não compareceu para prestar depoimento na tarde de hoje na delegacia de Bertioga (SP). Ele seria ouvido por volta das 16 horas. O depoimento foi adiado devido ao assédio da imprensa e porque os pais do menor ficaram com medo do jovem sofrer alguma agressão física. O delegado Maurício Barbosa, responsável pelo inquérito que investiga o caso, afirmou que o adolescente de 13 anos será ouvido até a próxima segunda-feira, 27.

Os pais de Grazielly estiveram na delegacia para falar sobre a morte da filha. A mãe da menina disse para a imprensa que acredita no trabalho da polícia e da Justiça. Ela deixou a delegacia por volta das 14 horas. Segundo o advogado da família de Grazielly, às 9 horas de amanhã uma testemunha irá depor sobre o ocorrido. A pessoa teria gravado um vídeo do momento do acidente, quando a menina foi atingida na cabeça pelo jet ski.

O jet ski ainda passará por perícia. De acordo com a polícia, um perito náutico será responsável pela avaliação. A delegacia de Bertioga não descarta a possibilidade de fazer a reconstituição no local do acidente. Por volta das 17 horas do último sábado, 18, Grazielly brincava na areia da praia de Guaratuba quando foi atingida na cabeça pelo jet ski desgovernado. Segundo testemunhas, o adolescente pilotava o jet ski em alta velocidade.

Segundo testemunhas, o adolescente fugiu para uma casa em um condomínio de luxo, de onde teria saído de carro pouco tempo depois com parentes. O advogado da família do adolescente, Maurimar Chiasso, negou que o condutor tivesse fugido sem prestar socorro. Segundo ele, o garoto teria "se desesperado".

Chiasso disse ainda que seu cliente não pilotava o jet ski na hora do acidente. Ele teria apenas dado a ignição na embarcação. "Ele não pilotava, não conhecia a máquina. Por causa da partida dada, o jet ski se projetou para a praia". Grazielly foi enterrada no dia 20, no Cemitério de Artur Nogueira, na região de Campinas, interior do Estado.

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