Juíza escapou de duas tentativas de assassinato, diz PM

Os policiais tentaram matar Patrcia Acioli duas vezes antes do dia 11 de agosto, quando foi executada com 21 tiros. Os agentes usaram armas apreendidas no crime

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247 – Novos elementos sobre o assassinato da juíza Patrícia Acioli, executada com 21 tiros em 11 de agosto, surgiram após o depoimento de um cabo, que não teve a identidade divulgada. Segundo ele, os PMs tentaram matar Patrícia duas vezes antes do crime. A primeira tentativa falhou, dias antes de a magistrada ser morta, porque Patrícia não foi vista ao deixar o Fórum de São Gonçalo. Na segunda, e na véspera da execução, a reconstituição de um crime atrapalhou os planos do grupo porque levaria muita gente à região. A informação é do jornal O Dia.

Para matar Patrícia, o cabo contou que os PMs usaram armas apreendidas, uma delas no Morro da Coruja, São Gonçalo. As munições também eram de apreensões e do batalhão. As revelações do policial levaram à prisão do tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do 7º BPM (Alcântara) e apontado como mentor do crime, e do PM Júnior Cesar de Medeiros. Segundo ele, o grupo transformou o quartel num antro de corrupção com práticas de homicídios e extorsões. A quantia arrecadada ilegalmente era dividida semanalmente entre eles. Os policiais costumavam se dividir em duas equipes e atuavam nos complexos do Salgueiro e da Coruja, em São Gonçalo, onde o tráfico era mais desenvolvido.

Antes de ser detido, o tenente-coronel Cláudio visitou os policiais do grupo na Unidade Prisional, antigo Batalhão Especial Prisional (BEP). Ele teria oferecido a ajuda de um advogado em troca do não envolvimento de seu nome no crime. A advogada Alzira de Castro Garcia teria cobrado R$ 7,5 mil de cada um para defendê-los.

Patrícia Acioli investigava as máfias de policiais corruptos que operam em bairros pobres de São Gonçalo. Ela estava em uma "lista negra" com outros 12 nomes, encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso em janeiro de 2011 em Guarapari (ES). Segundo seus familiares, ela já havia sofrido ameaças e teve seu carro metralhado quando era defensora pública.

 

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