Juristas e advogados preparam ação contra Bolsonaro

Um grupo de centenas de juristas e advogados que anunciou apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) deve entrar ainda nesta quinta-feira (18) com um processo no TSE contra Jair Bolsonaro (PSL); o motivo é a campanha ilegal contra o postulante do PT financiada por empresas e que se baseia na divulgação de fake-news no WhatSApp para prejudicar Haddad, conforme denunciou uma reportagem da Folha; democracia não pode ser dilapidada

Juristas e advogados preparam ação contra Bolsonaro
Juristas e advogados preparam ação contra Bolsonaro (Foto: Esq.: Stuckert / Dir.: Fabio Pozzebom - ABR)

247 - Um grupo de centenas de juristas e advogados que anunciou apoio à candidatura presidencial de Fernando Haddad (PT) deve entrar ainda nesta quinta-feira (18) com um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Jair Bolsonaro (PSL). O motivo é a campanha ilegal contra o postulante do PT financiada por empresas e que tem se baseia na divulgação de fake-news (notícias falsas) no WhatsApp para prejudicar Haddad, conforme denunciou uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo. A matéria apontou, ainda, que cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan. 

De acordo com o site Uol, ainda não é consenso entre os juristas o pedido de cassação do registro da candidatura de Bolsonaro, mas o grupo quer levar a denúncia ao Judiciário para que as devidas providências sejam tomadas. A elaboração do pedido deve contar com a participação de advogados como Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, conhecido por advogar para políticos e empresários.

Na manhã desta quinta-feira (18), em São Paulo, Haddad recebeu um manifesto em seu apoio assinado por cerca de 1.500 juristas e advogados. No Twitter, o candidato afirmou que "estamos diante de uma tentativa de fraude eleitoral". "O esforço do Bolsonaro era pra liquidar já no primeiro turno. Ele contava que viraríamos a página e isso tudo não seria apurado. O que está hoje nos jornais não são indícios, são provas. Não estamos falando de suposições", disse ele, ressaltando que o partido vai levar para a Polícia Federal e para a Justiça Eleitoral (confira aqui).

Nesta quarta-feira (17), a coligação O Povo Feliz De Novo, que tem Haddad como candidato, levou à Polícia Federal um pedido de investigação do suposto envolvimento de Bolsonaro com as informações falsas, tratando o adversário como principal beneficiário de um esquema organizado de desinformação. A campanha de Bolsonaro nega as acusações.

O PT também divulgou nota afirmando que a indústria de fake-news pró-Bolsonaro "é uma ação coordenada para influir no processo eleitoral, que não pode ser ignorada pela Justiça Eleitoral nem ficar impune". "Os métodos criminosos do deputado Jair Bolsonaro são intoleráveis na democracia", diz o texto

Em vídeo, o deputado federal reeleito Paulo Pimenta (PT-RS) ressaltou que o partido pretende levar o caso ao TSE. "Este é o fato mais grave, a denúncia mais contundente que nós nos deparamos durante este período eleitoral", disse o parlamentar.

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) ingressou com uma representação no Ministério Público Eleitoral (MPE) pedindo a cassação do registro da candidatura de Bolsonaro (PSL) por causa da proliferação de fake news do inexistente kit gay.

“É uma fake news que ele propagou no Jornal Nacional e que mesmo o TSE julgando ilegal, pedindo pra retirar as peças, está tão disseminada que sua influência no resultado da eleição no primeiro e no segundo turno tem sido nefastos. Grande parte do eleitorado ainda acredita que foi verdade, e foi o próprio candidato que disseminou de forma deliberada, gerando incontornável efeito eleitoral”, afirmou Solla (leia a íntegra do documento).

 

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